"A velocidade é a que está no contrato", diz Rezende, sobre qualidade dos acessos 4G

Chamou a atenção no lançamento da rede 4G da Claro nesta quarta, 16, em Brasília, que a operadora vende seus pacotes de dados, seja 3G ou 4G, pela franquia de tráfego. Assim, o cliente pode atingir picos de velocidade quando a rede estiver liberada ou experimentar certa lentidão quando a disputa com outros usuários em horários de picos, por exemplo.

Mas, se o pacote vendido não deixa claro qual a velocidade que está sendo contratada, a questão é como a Anatel fiscalizará o cumprimento das metas de qualidade editadas no ano passado, segundo as quais até outubro de 2013 as empresas têm de entregar pelo menos 20% da velocidade instantânea e 60% da velocidade média contratada. A partir de outubro de 2014, esses percentuais passam para 30% e 70%, respectivamente, e a partir de 2015 a velocidade instantânea não poderá ser menor que 40% e a média de 80% da velocidade contratada.

O presidente da Anatel esclareceu que a fiscalização acontece pela velocidade que está no contrato, embora muitas vezes o cliente nem saiba qual ela é. No caso do serviço de quarta geração lançado pela Claro, a velocidade que está no contrato é de 5 Mbps, mas o teste de velocidade realizado pela companhia no evento de inauguração demonstrou que a navegação estava na ordem de 40 Mbps. No 3G, a velocidade que está no contrato é de 1 Mbps.

No seu discurso, Rezende deixou claro que para a Anatel o que importa é a qualidade do serviço para o usuário. "Estamos preocupados com a questão da qualidade. A transmissão de dados cresceu 170% no último ano e a Claro tem cerca de 40% do mercado aqui em Brasília, o que aumenta a responsabilidade de vocês", disse ele.

Política industrial

Segundo o presidente da Anatel, citando estimativas da indústria, a previsão é que sejam vendidos no Brasil 4 milhões de aparelhos 4G até o final do ano. Já o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, mencionou a recém aprovada desoneração dos smartphones, que segundo ele, fará com que 11 companhias fabriquem smartphones no Brasil. A medida, na sua visão, estimula que haja uma variedade de aparelhos LTE disponíveis no País. "Com certeza vai ter bastante produto. Até porque os fabricantes vão ter mais de um modelo. Alguns vào ter três ou quatro modelos, então vai ter um número razoável", disse ele.

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