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Mercado de fibra óptica precisa de consolidação, afirma CEO da Vivo

Christian Gebara, CEO da Vivo. Foto: Reprodução

Principal operadora brasileira de banda larga via fibra óptica, a Vivo acredita que uma consolidação de mercado no segmento é necessária e que players estão mais abertos para discussões do que há um ano.

Durante conferência com analistas realizada nesta quinta-feira, 16, o CEO da operadora, Christian Gebara, foi enfático. “[O FTTH] precisa ser consolidado, isso é claro para todos. Não faz mais sentido ter três redes de fibra em uma mesma cidade, é preciso ser mais racional. No passado havia sentimento que qualquer um poderia construir rede de fibra e todos teriam sucesso, mas não acho que isso vai acontecer mais”.

Como argumento, Gebara colocou os próprios números de adições líquidas da banda larga em 2022, que recuaram significativamente ante 2021. O surgimento de redes neutras em busca de clientes para ocupar as redes também foi mencionado (a Vivo é sócia em uma delas, a FiBrasil, que também tem sido linkada com possíveis aquisições).

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Outro ponto citado pelo CEO da Vivo foi o cenário de juros altos. No caso da Vivo – uma forte geradora de caixa – o impacto não seria tamanho, mas “outros podem viver situação diferente, enquanto precisam continuar investindo para crescer”, avaliou Gebara.

Dessa maneira, a Vivo estaria aberta para oportunidades e vendo um mercado mais amigável para discussões de consolidação do que há um ano. A empresa, contudo, afirma ainda não ter encontrado alvo que se encaixe nos parâmetros de pouca sobreposição de rede, qualidade da infraestrutura e regularidade fiscal e de ativos.

A Vivo encerrou 2022 com mais de 24 milhões de casas passadas (HPs) com fibra óptica e cerca de 5,5 milhões de clientes da tecnologia. Em 2023, a expansão da rede será foco dos investimentos de R$ 9 bilhões da operadora. 

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