Telefonia móvel passa os bancos e é líder de reclamações nos Procons

Os usuários de telefonia celular foram os que mais registraram reclamações contra seus provedores de serviços em 2012 nos Procons ligados aos cadastros do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), mantido pelo Ministério da Justiça. Foram 172 mil queixas sobre problemas com serviços móveis computadas pelos órgãos de proteção ao direito do consumidor durante todo o ano passado.

De acordo com dados do Sindec, o número total de atendimentos registrados pelos Procons integrados ao Sindec foi de 2,03 milhões em 2012, 19,7% a mais que em 2011, quando 1,6 milhão de consumidores foram atendidos. O segmento de telefonia móvel respondeu sozinho por 9,17% das reclamações registradas nos Procons, superando os bancos comerciais (que acumularam 9,02% das queixas), e cartões de crédito (8,23% dos registros).

A telefonia fixa ficou em quarto lugar no ranking, com 125 mil queixas (6,68% do total). O segmento de televisão por assinatura também ajudou a aumentar as filas nos Procons. No ano passado, a TV paga ficou em sétimo lugar entre os serviços mais reclamados nos balcões de atendimento dos órgãos de defesa do consumidor em todo o País. Entre janeiro e dezembro de 2012, a TV por assinatura somou 70 mil reclamações, 3,71% de todos os registros feitos no Sindec.

Vale ressaltar, contudo, que o volume de queixas ainda não fez do setor de telecomunicações o pior aos olhos do consumidor. Todos os serviços de telecom juntos (telefonia celular, telefonia fixa, TV por assinatura e Internet) somaram 21,7% das reclamações do Sindec, o que conferiu ao setor o segundo lugar do ranking. O setor mais reclamado ainda é o setor financeiro, que reúne bancos comerciais, cartões de crédito, financeiras e cartões de loja, com 23,85% dos atendimentos registrados nos órgãos de defesa do consumidor ligados ao Ministério da Justiça.

Empresas

O relatório do Sindec indica ainda que a Oi lidera o ranking das empresas mais reclamadas, com 120.374 demandas. Na sequência vêm Claro-Embratel (102.682), o grupo Itaú (97.578), o Bradesco (61.257) e a Telefônica/Vivo (44.022).

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