Globo.com lança estratégia para mercado banda larga

A Globo.com anunciou hoje em coletiva em São Paulo sua estratégia para 2003, que inclui o lançamento no próximo dia 20 do Globo Media Center, conteúdo em streaming de vídeo com um portfólio inicial de 50 mil títulos – a empresa esperar acrescer dez mil novos vídeos a cada mês – entre títulos da TV Globo e também dos canais Globosat. Outra novidade é a estréia do Globo.com como provedor de acesso discado à Internet, ainda que o "core business" seja mesmo o acesso broadband. Também, o portal Globo.com vai restringir aos seus assinantes do provedor de acesso o serviço de e-mail, hoje gratuito. Ainda, por R$ 15,00/mês, será possível ter acesso apenas ao conteúdo básico do Globo Media Center (jornalismo, esportes, novelas, canal GloboNews 24h, atrações da TV Globo, Globosat etc), sem o provedor. O CEO da Globo.com, Juarez Queiroz, afirma que o objetivo é tornar o provedor líder em acesso broadband até 2005, com 20% do share. "A questão da oferta do acesso discado é tática e não estratégica", diz Queiroz, afirmando que a idéia é fazer com que o assinante da banda estreita migre para o acesso rápido. Para tanto, a Globo.com já se acertou com as operadoras para cobrir as 30 maiores cidades brasileiras (Telefônica, Telemar e em fase de acerto com Brasil Telecom), além de já ter fechado com a Net Serviços para cable modem (Vírtua) e Embratel (Internet via satélite). Juarez Queiroz diz que não haverá exclusividade com nenhuma operadora.

Custos rateados

De acordo com o CEO, o investimento feito na tecnologia e desenho dos sites foi da ordem de R$ 20 milhões – não se incluem aí os custos do conteúdo propriamente dito e de sua digitalização, a cargo de Globo e Globosat.

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As mensalidades do serviço de acesso vão custar a partir de R$ 14,90 (acesso dial-up) e R$ 19,90 (banda larga), a depender da operadora.
Em março, todo o conteúdo de vídeo do segmento esportivo será agrupado, o que não significa, de acordo com Queiroz, que haverá eventos ao vivo tipo pay-per-view, como os dos jogos de futebol: "Não é nosso projeto, por enquanto". Mas, segundo ele, está nos planos, à medida que o mercado de broadband se desenvolva, aumentar a oferta de produtos e pacotes à lá carte: outros canais Globosat (GNT, por exemplo), títulos de produções da Globo Filmes ou de outros estúdios. "Nossa filosofia é, ao longo do tempo, ter outros pacotes, construindo produtos de acordo com as necessidades". Ele não arrisca um número de assinantes em potencial: "Vai depender do tamanho do público da banda larga, o que depende também das operadoras".
Para o segundo semestre, a Globo.com deverá também fornecer conteúdo para a plataforma wireless.

Cross media

De acordo com Frederico Monteiro, diretor de marketing da Globo.com, o portal é hoje o terceiro mais acessado do mercado brasileiro (atrás de UOL e IG), já ocupando a segunda colocação nos quesitos tempo online e número de page views. Monteiro explicou que haverá uma ampla campanha de divulgação dos novos conteúdos Globo.com, exclusivo aos assinantes, com muito uso de "cross media" nos canais do grupo. Muitos patrocínios de programas já prevêem a veiculação online, com a vinheta do anunciante no início da exibição.

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