Google e TSE apresentam iniciativas para eleições de 2022

Secretária geral da presidência do TSE, Aline Rezende Osório

O Google apresentou nesta sexta-feira, 15, novas iniciativas do que afirma ser um trabalho contínuo para conteúdo eleitoral na Internet. Essas ações visam dar maior transparência aos anúncios, além de trazer novas regras para esse tipo de publicidade na antecipação às Eleições de 2022. 

Sobretudo, a empresa trabalha junto ao Tribunal Superior Eleitoral, que prometeu lançar ainda este ano uma ferramenta para ajudar no combate à desinformação (fake news). Segundo explicou a secretária geral da presidência do TSE, Aline Rezende Osório, essa plataforma deverá informar sobre o status de serviços diante de supostos ataques. A razão é que diversos grupos de ultradireita utilizaram incidentes de cibersegurança, às vezes ocorridos em outro momento ou mesmo inexistentes, para descredibilizar o sistema eleitoral brasileiro. 

"Sabemos que as eleições não serão um período fácil no País. Não foram nos últimos anos, e não serão agora", declarou Osório. "Não vamos conseguir acabar com a desinformação, as narrativas fraudulentas circularão com força", reitera, dizendo que o propósito é justamente reduzir o impacto ao informar melhor o eleitor. 

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Vale lembrar, o TSE já estabeleceu diálogo e parceria com operadoras em eleições anteriores tanto por conta de publicidade por meio de envio em massa de SMS quanto para promover zero rating (navegação gratuita) em aplicativos do órgão.

Relatório

O relatório de transparência da publicidade política no Google, por sua vez, trará clareza aos anúncios eleitorais veiculados na plataforma. Segundo a advogada Natalia Kuchar, da equipe de Ads e Platforms da empresa, isso funcionará como uma verificação para anúncios, incluindo limitações à personalização, que abrirá apenas dados de localização geográfica, faixa etária e sexo. 

"Esses três elementos estarão abertos no relatório de transparência – por exemplo, se o anunciante selecionou a faixa etária ou para pessoas que se identifiquem como homens", exemplifica Kuchar. Além desses critérios de segmentação, o relatório terá também a discriminação sobre quem pagou pelos anúncios, o quanto foi gasto e em qual plataforma aconteceu a exibição.

O processo por enquanto está sendo feito de forma voluntária, mas se tornará obrigatório a partir de 17 de novembro próximo. A verificação será necessária para todo anunciante que desejar promover ou incluir menção a partidos políticos, titulares de cargos eleitos, ou candidatos à Câmara dos Deputados, ao Senado Federal, à Vice-Presidência e à Presidência.

O Google ainda tem parceria com diversos órgãos de imprensa, além de promover um programa com doação de R$ 1,5 milhão para projetos voltados à capacitação de candidaturas de "grupos políticos sub-representados como povos indígenas, comunidade LGBTQIA+, comunidade negra e mulheres" por meio de organizações não governamentais.

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