Apesar de competitivo, há equilíbrio no mercado com quatro players, diz TIM

Rodrigo Abreu, presidente da TIM Brasil, disse em entrevista à revista TELETIME de outubro, que circula a partir da próxima semana, que o mercado brasileiro, apesar de muito competitivo, tem hoje uma situação de equilíbrio, onde a existência de quatro players é sustentável. Segundo ele, "o nível de rentabilidade das empresas no Brasil não é exatamente tranquilo" e em função disso "todo mundo tem que lutar bastante para conseguir resultado". Mas segundo Abreu, o Brasil "talvez seja o único mercado do mundo com uma competição entre quatro players onde o quarto player tem aproximadamente 20% do mercado". Para ele, isso assegura um equilíbrio no mercado. "Qualquer empresa é sustentável com 20% de market-share, mas a equação de concentração é delicada", diz ele.

Especulações

A TIM tem sido, nas últimas semanas, alvo de incontáveis especulações sobre o seu futuro, em função da ampliação da participação societária da Telefónica na Telecom Italia e eventual mudança de controle da tele italiana. No meio dessas incertezas, algumas especulações, como a venda da TIM Brasil para um novo controlador, uma fusão com a Vivo ou mesmo um fatiamento entre as teles existentes, como forma de cobrir as dívidas da matriz. Em recente entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Otávio Marques, presidente da Andrade Gutierrez e acionista controlador da Oi, especulou abertamente sobre dividir a TIM entre um consórcio das operadoras existentes no Brasil. A essa posição, Abreu responde que "quando você tem um player independente, muito bem-sucedido, que gera uma dor de cabeça competitiva, é natural que queiram eliminar um competidor". Ele concorda que é uma situação semelhante à que se colocou em 2003, quando um consórcio entre as operadoras que estavam no mercado tentou comprar a Embratel. Naquela ocasião, o movimento era o de evitar o surgimento de uma operação que pudesse significar uma ameaça, como de fato aconteceu. "É um jogo de mercado. Quando você elimina a competição, isso é bom para quem fica, mas não necessariamente é um caminho que o mercado tenha que seguir", diz.

Em relação às especulações sobre a venda da TIM, Abreu repete o que já disse a própria Telecom Italia em comunicado oficial: no momento, a TIM Brasil não está à venda.

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