Viasat adiciona mais 14 estados e passa a cobrir 93% do Brasil

VP e head de Internet residencial da Viasat para as Américas, Evan Dixon

A operadora satelital Viasat anunciou nesta terça-feira, 15, ter chegado a uma cobertura de 93% da população brasileira. Em julho, a empresa lançou em sete estados, além do Distrito Federal, o serviço, que utiliza a capacidade comercial em banda Ka do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) da Telebras, com quem compartilha receita. Agora, a companhia adicionou mais 14 estados, com previsão de adicionar os cinco restantes para completar a cobertura total no Brasil já nas próximas semanas, ou no começo de outubro. 

Os novos estados adicionados são: Santa Catarina, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará, Alagoas, Sergipe, Maranhão, Pará, Rondônia, Amapá e Acre. O serviço estava disponível desde julho em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Amazonas e no Distrito Federal. 

Atualmente, 90% da base da Viasat no Brasil está em municípios com menos de 50 mil habitantes. Conforme dados da Anatel, a companhia ainda teria uma base limitada – de apenas 199 acessos. A operadora liberará os números totais da operação na teleconferência de resultados do segundo trimestre. 

Houve grande demanda em locais como no Amazonas, onde "provavelmente teve o maior crescimento", segundo o VP global de serviços comerciais da Viasat, Evan Dixon, em conversa online com a imprensa. A empresa trabalha para agilizar a instalação ao oferecer contatos com vendedores locais, além da possibilidade de contato direto, para um rápido início da prestação do serviço. "Queremos fazer as coisas de maneira que tenhamos um produto e serviço em um ponto de preço que esteja disponível para todos no Brasil, para que seja fácil as pessoas acharem a gente." 

Planejamento 

Houve um certo atraso nos planos: o lançamento estava previsto inicialmente para março, mas a pandemia acabou mudando tudo. De acordo com Dixon, essa foi uma decisão acertada, uma vez que ainda havia muitas incertezas, "o que deixou todo mundo desconfortável para definir se era o momento certo". Além disso, os acordos para atuação nos estados agora estão mais avançados, e a empresa consegue lançar o produto com maior abrangência. 

"Lançamos o serviço de banda larga no Brasil em julho, no pico da pandemia, quando as coisas estavam muito ruins. Me perguntaram muitas vezes do porquê de lançar, mas era o momento correto, porque era quando as pessoas precisavam mais", declara o executivo. Segundo ele, além do Brasil, todos os mercados da operadora, incluindo Estados Unidos e Europa mostraram crescimento "em uníssono" durante a pandemia, com diferentes níveis de quarentena. 

"Hoje, cobrimos 93% da população brasileira, mas vamos atingir os outros 7% em breve. Já é algo muito empolgante para nós, e nossos parceiros têm sido fantásticos", afirma Dixon, citando a principal parceria, com a Telebras. A companhia também conta com acordos com as parceiras Visiontec e Ruralweb, com quem trabalha para o mercado empresarial. Segundo o executivo, a Viasat está trabalhando com pelo menos duas novas parceiras, que deverão ser anunciadas nas próximas semanas.

Pacotes

Outra promessa são o novo portfólio de ofertas. Dixon diz que a empresa trabalha com pacotes "mais rápidos e mais atrativos", que chegarão para diferentes segmentos do mercado. Atualmente, a empresa oferece um plano básico de 10 Mbps e um avançado de 20 Mbps, ambos com acesso de páginas Web e mensagens de texto (incluindo WhatsApp) sem consumir pacote de dados da franquia. Também há uma "zona livre de cobrança", com o consumo ilimitado na madrugada, entre as 2h e as 7h.

Em 2021, a companhia prevê o lançamento do satélite da classe ViaSat-3, que deverá permitir maior capacidade para o Brasil, atuando em conjunto com o SGDC.

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