Set-top box tem futuro promissor, mas deve passar por mudanças

O set-top box não morreu e nem vai morrer. A definição de set-top box deve mudar radicalmente, no entanto. "A distribuição de novos equipamentos está crescendo", disse Mark Buckman, CMO e diretor de mídias digitais e IPTV da Telstra, em um debate na IBC 2013, que acontece em Amsterdã. Segundo ele, as smart TVs são ótimas para conectar, mas a falta de um padrão, principalmente na interface com o usuário, assim como a impossibilidade de evoluir tecnologicamente, não permitirá que as plataformas assumam a função dos STBs, sejam caixas para OTT, sejam os da TV por assinatura.

Se as caixas não vão morrer, para a Cisco a forma como o conteúdo chega até elas tem os seus dias contatos. Segundo Yves Padrines, VP e gerente geral de tecnologia de vídeo na Cisco, algum tipo de dispositivo deve continuar tendo a função dos STBs. No entanto, para ele, a distribuição de conteúdo por redes DVB deve desaparecer. O executivo afirma que em um futuro não muito distante, todos os dispositivos nos lares serão IP. "Nós teremos uma distribuição de vídeo headless", disse o executivo.

No entanto, Padrines não acredita que o fim da distribuição linear por redes DVB signifique o fim das operadoras de TV por assinatura. "Quem será o provedor do gateway do lar? A figura do provedor sempre será importante. Se ele não existisse, para quem você ligaria caso a imagem da final da Copa do Mundo tenha congelado na sua tela? Para a Samsung?", questiona. "O provedor não pode ser apenas um 'dumb pipe'", completa.

Se as fabricantes de TV não serão importantes players neste mercado, é provável que haja uma concentração no mercado de caixas independentes. Segundo Clive Hudson, VP da região EMEA da Roku, hoje há uma grande concentração em dois sistemas operacionais de caixas. Nos Estados Unidos, diz, 70% das caixas OTT são Apple ou Roku. Segundo ele, o Google deve se tornar rapidamente um terceiro player importante neste mercado.

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