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Consumo de cartões telefônicos cai 50% na região da Oi

O consumo de cartões indutivos, para uso em telefones públicos, caiu em torno de 50% na região da Oi e entre 10% e 12% nas áreas das demais operadoras, no primeiro semestre de 2008. A queda já acontecia desde o ano passado e com o agravamento neste ano, uma das principais fabricantes de cartão, a American Banknote (ABnote), decidiu cortar drasticamente sua estrutura: fechou uma fábrica em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e reduziu a produção nas instalações do Rio de Janeiro, de acordo com reportagem na revista TELETIME que circula neste mês.
Em São Bernardo a capacidade era para 15 milhões de cartões/mês, mas produzia 13 milhões com um quadro de 250 funcionários. Houve demissões e uma parte dos funcionários migrou para a fábrica de Sorocaba, no interior de São Paulo, que não trabalhava com esta linha. No Rio, a produção caiu de 15 milhões para 8 milhões/mês e o número de funcionários diminuiu 40%, para 150 pessoas. O resultado é que Sorocaba ficou com uma produção que oscila de 15 milhões a 20 milhões/mês.
O vice-presidente da ABnote, José Roberto Mauro, disse que se as quedas de consumo continuarem, a companhia terá que encolher mais ainda. Os cartões indutivos representam de 20% a 25% da produção da ABnote e 20% da receita. Como produz diversos tipos de cartões, a empresa tem cinco unidades fabris divididas por especialidade. A receita líquida da área de cartões (magnéticos, indutivos, pré-pagos e inteligentes) somou R$ 61,4 milhões, 27,7% acima de igual trimestre de 2007 na empresa. No ano passado, totalizou R$ 208,2 milhões.

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Para o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, o consumo de cartões telefônicos diminuiu na área da Oi porque o celular pré-pago está roubando tráfego do telefone público, pois a tarifa é competitiva, o que não ocorre da mesma maneira nas demais regiões. A Anatel ainda não constatou a queda porque têm dados relativos somente até 2007. Até então, para a agência, a receita estava estável para a telefonia pública em R$ 1,38 bilhão ao ano. Ainda assim, verifica-se declínio de 2,8% em relação a 2006.

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