ISPs escolhem Inatel para desenhar rede neutra em 5G

[Publicado no Mobile Time] O Inatel será responsável por desenhar a rede 5G do consórcio que está sendo montado por provedores de Internet (ISPs, na sigla em inglês), caso este conquiste algum dos blocos de frequência que serão leiloados este ano. A parceria foi firmada nesta quinta-feira, 15.

"Ao Inatel caberá a participação como mentor tecnológico desse processo. O Inatel fará todo o desenho e arquitetura tecnológica da nova empresa (que será fundada pelo consórcio de ISPs), permitindo que ela possa ser uma grande operadora de rede neutra e que abaixo dela possam estar todos os ISPs do Brasil para operar localmente com suas marcas", explica Rudinei Carlos Gerhart, diretor-executivo da Iniciativa 5G Brasil, em conversa com Mobile Time. "Vai ser uma das maiores operações neutras do mundo", prevê. 

Até agora, 250 ISPs formalizaram adesão ao projeto, provisoriamente batizado como Iniciativa 5G Brasil. E há outros 1,6 mil provedores analisando a proposta. O consórcio está em vias de ser oficialmente constituído: seu estatuto e seu regimento estão sendo elaborados. Consultores foram contratados para auxiliar em áreas específicas do projeto, como fiscal, societária, regulatória e de modelo de negócios.

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Ainda não foi decidido, porém, se o consórcio tentará comprar um bloco nacional ou blocos regionais de espectro para 5G. Tampouco foram definidas as frequências. Tudo isso está em análise no momento, diz Gerhart.

Se os ISPs vencerem o leilão, será criada uma empresa para a operação da rede neutra. O Inatel será um fornecedor para essa empresa, entregando o desenho e o core da rede. Boa parte da rede fixa de backbone já está pronta, pois será aproveitada a infraestrutura dos próprios ISPs. Por sinal, essa capilaridade de fibra no interior do Brasil é tida como uma das grandes vantagens dos provedores para lançar o 5G. A implementação da rede de acesso móvel caberá à nova empresa, que poderá terceirizar parte desse trabalho para os ISPs. 

O projeto prevê que cada provedor acesse a rede neutra como uma operadora móvel virtual (MVNO, na sigla em inglês), mantendo portanto sua marca e tendo autonomia na formatação, precificação e venda dos pacotes para o consumidor final.

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