APIs são essenciais para a inovação das aplicações digitais, diz Cisco

Liz Centoni, EVP e CSO da Cisco

A visão de futuro da Cisco para o desenvolvimento dos serviços e aplicações digitais passa necessariamente pelo modelo de parcerias e abertura das redes. Segundo Liz Centoni, EVP e CSO da empresa, e responsável direta pelo desenvolvimento de aplicações, o modelo de API (interfaces de integração de aplicativos) e o próprio modelo de aplicativos (Apps) é central na estratégia de qualquer empresa que passe pelo processo de transformação digital. "A mágica das APIs é que elas spermitem que outras pessoas desenvolvam novas aplicações sem que você necessariamente tenha que fazer isso", disse a executiva.

Mas ela lembra que estas novas aplicações que serão integradas às plataformas precisam segir os mesmos princípios de segurança, observalidade (poderem trazer informações sobre o uso das redes e serviços) e conectividade ubíqua, em qualquer dispositivo. A chave para isso é abraçar modelos abertos, diz a executiva durante sua apresentação no Cisco Live 2022, evento de desenvolvedores e parceiros do Cisco que aconteceu esta semana em Las Vegas.

Futuro

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Ela também pontuou alguns elementos que serão decisivos nas futuras aplicações digitais, na visão da Cisco: inteligência artificial, redes quânticas, constelações de satélites de órbita baixa e metaverso.

Segundo Centoni, ainda que Inteligência Artificial seja uma fronteira muito importante para o desenvolvimento de aplicações, é um dos terrenos mais desafiadores do ponto de vista ético. "Por isso desenvolvemos uma série de princípios de Inteligência Artificial para que os nososs desenvolvedores sigam", diz ela. 

No modelo de redes quânticas, necessárias para transportar informações entre servidores quânticos, ela ressaltou que é importante que essas novas redes possam interagir com as redes tradicionais.

Já as constelações de satélite de órbita baixa deverão ter papel importante não apenas para levar conectividade onde não está disponível, mas principalmente para conectar dispositivos de Internet das Coisas sem o uso de redes terrestres, o que pode ser interessante nas regiões sem outras formas de cobertura. Hoje, uma das frointeiras do desenvolvimento do 5G é a possibilidade de conexão direta dos terminais ao satélite.

Por fim, diz a Cisco, o metaverso é uma tendência relevante, mas precisa se justificar no contexto de uso. Além disso, diz Centoni, os mesmo princípios de segurança e confiabilidade do mundo real devem se aplicar ao ambiente virtual. (O jornalista viajou a convite da Cisco)

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