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Melhorar Internet em escolas poderia aumentar em 3,8% o PIB do Brasil, aponta estudo

Alunos utilizando computadores em escola pública

A conexão a escolas tem o potencial de aumentar o PIB das nações mais desconectadas em até 20%, segundo estudo da Intelligence Unit da publicação The Economist (EIU) a pedido da Ericsson. A conclusão é simples: prover o ensino com mais recursos resulta em uma mão de obra mais qualificada e instruída, com maior probabilidade de cunhar ideias inovadoras, impactantes e que levam ao desenvolvimento econômico e à criação de mais postos de trabalho.

Divulgado nesta terça-feira, 15, o estudo da fornecedora sueca afirma que o PIB per capita do Brasil poderia ser melhorado em 3,8% até 2025 com mais acesso em escolas. Isso no melhor cenário possível, considerando que a “nota de conectividade” do País no levantamento é de 3,7, em uma escala de 1 a 7, com países como Finlândia e Austrália como as melhores notas. 

Desta forma, o PIB per capita brasileiro passaria de US$ 11.490 para US$ 12.240 no mesmo intervalo de tempo. Considerando o melhor nível de conectividade possível, os ganhos econômicos para o País poderiam ser de até 6,5% até 2030, totalizando US$ 3,9 trilhões. 

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Contexto brasileiro

O relatório também destaca que, além do benefício para a economia, a própria educação poderia ter um impacto positivo. Citando dados das Nações Unidas, a EIU diz que 12 anos de educação no Brasil são equivalentes a apenas oito anos de educação de qualidade.

Também lembra que a iniciativa do governo Lula em 2008 com o Programa Banda Larga nas Escolas (que se vale de metas previstas no PGMU) prevê a conectividade de 64 mil escolas até 2025, e um levantamento conduzido por pesquisadores mostrou que houve melhora no desempenho em provas de português e matemática com alunos de escolas beneficiadas pelo PBLE. 

Ainda assim, o estudo mostra que a exclusão digital no Brasil continua um desafio, com 25,4% da população sem acesso à Internet, segundo dados do IBGE em 2018. A pesquisa TIC Educação 2019, do NIC.br, aponta que o uso da Internet para os alunos de escolas urbanas é de 20% no Wi-Fi e de 32% na rede móvel. Nas escolas rurais, 49% tinham acesso à Internet mesmo sem computador.

Confira no gráfico o comparativo com outros cenários e de outros países: 

A análise da EIU estima que o aumento de 10% na conectividade de um país poderia gerar um avanço de 1,1% no PIB per capita. Em um exemplo, a melhoria da infraestrutura de banda larga para escolas em um país como a Nigéria, deixando-a com níveis de Finlândia, poderia chegar à melhora de 20% no produto interno bruto, saindo de US$ 550 por pessoa para US$ 660 em 2025.

Medidas

O estudo propõe as seguintes medidas para se avançar na conectividade escolar:

  • Estratégias de parceria público-privadas para coordenar esforços;
  • Construção da infraestrutura para levar conectividade de qualidade a um preço baixo;
  • Integrar a Internet e ferramentas digitais na grade escolar, com professores treinados para isso;
  • Proteção da criança online, fazendo com que escolas tenham medidas adicionais para garantir um ambiente saudável na Internet.

A Ericsson pede que players dos setores público, privado e ONGs procurem aderir à iniciativa Giga, coordenada pela Unicef e pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). Por meio dela, é possível financiar, compartilhar dados e obter experiência tecnológica para modelos de negócio sustentáveis para a conectividade. A própria fornecedora é signatária para uma parceria de três anos envolvendo escolas em 35 países. 

Confira a íntegra do relatório da EUI a pedido da Ericsson clicando aqui.

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