Coronavírus: 47% da indústria eletroeletrônica tem paralisação total ou parcial

Foto: Pixabay

Uma nova sondagem da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica sobre os impactos da pandemia do novo coronavírus (covid-19) constatou que 47% das empresas do setor já sofrem uma paralisação total ou parcial de atividades por conta da crise. De modo geral, 97% da cadeia registra efeitos negativos nas operações, sendo 54% de forma intensa e 43%, de forma moderada.

O percentual de empresas paralisadas é bastante superior ao observado nas duas pesquisas anteriores da Abinee, ou 6% (em 6 de março) e 24% (em 25 de março). Entre os 47% da indústria na situação atualmente, 20% estão totalmente paralisadas e 80%, em paralisação parcial. Outros 5% têm paralisação parcial programada com data definida.

Com o cenário, aumentou de 21% para 40% o número de empresas que não atingiram a produção prevista para o primeiro trimestre deste ano: a tendência é que o indicador industrial fique em média 20% abaixo do projetado. Metade dos entrevistados (50%) também afirmaram que não será possível manter a projeção semestral.

Além disso, 40% das pesquisadas já revisaram suas estimativas para 2020 em cerca de 25% abaixo do projetado. Em comunicado, a Abinee pediu clareza nos protocolos que deverão ser adotados por autoridades no lidar com o covid-19.

Fretes

Com o aumento do impacto da pandemia no País, 65% da cadeia eletroeletrônica já observou aumento nos custos de frete por embarque. Para uma pequena parcela de empresas (6%), os custos com a logística cresceram mais de 200%, enquanto outras 20% registraram aumentos entre 50% e 199%. Já para 49% da cadeia, o frete teve elevação de até 49%.

A indústria ainda tem enfrentado desafios para recebimento de insumos, componentes e matérias-primas não apenas da China, mas também de outros países da Ásia e da Europa. O aumento no patamar do câmbio também preocupa.

Crédito

Mesmo com as medidas adotadas pelo Banco Central para aumentar a liquidez do Sistema Financeiro Nacional, 34% das empresas ouvidas na sondagem não perceberam melhoria no cenário para contratação de crédito. Segundo o setor, os recursos do compulsório que foram reduzidos pelo Banco Central não estão sendo repassados pelos bancos, tornando financiamentos inviáveis.

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