Vivendi suspende venda da GVT após desistência da DirecTV

Mais uma vez, a Vivendi teve os planos de vender a GVT frustrados. O último golpe teria sido o anúncio na quinta-feira da desistência da DirecTV na tentativa de compra. De acordo com agências de notícias internacionais nesta sexta, 15, o grupo francês afirmou que a operadora brasileira ainda "é um bom ativo" e que irá continuar a desenvolver os negócios da tele, mas que a operação está suspensa.

Outro interessado era o grupo de equity KKR, mas a oferta seria ainda menor do que a da DirecTV. A Vivendi pedia 7 bilhões de euros pela venda da subsidiária brasileira.

No último balanço financeiro da companhia francesa, no final de fevereiro, o diretor e CFO, Phillippe Capron, já havia dito não ter pressa em vender a GVT. "Se o preço não for certo, não vendemos. Não pensamos que é do interesse dos acionistas vender ativos que não somos forçados a vender", afirmou, à época. Entretanto, segundo a agência de notícias Bloomberg, o interesse na venda, desde que pelo preço pedido, continua.

A empresa pode agora tentar vender seus outros negócios em telecomunicações: a Maroc Telecom, de Marrocos, e a operadora francesa SFR. Outros negócios da Vivendi incluem a Universal Music Group, o Canal+ e a desenvolvedora de videogames Activision Blizzard, que a holding chegou a colocar à venda também antes da GVT, e pela qual igualmente não recebera proposta interessante. Por enquanto, o mercado reagiu mal às notícias, fazendo as ações da Vivendi (VIV:FP) caírem 3,63% em Paris.

Estratégia da Sky

Para a DirecTV, sobretudo para a Sky no Brasil, o fim da negociação certamente significará um reforço na estratégia de expansão da rede de banda larga wireless, para a qual a empresa já tem espectro disponível em mais de 600 cidades mas ainda não construiu a rede na maior parte delas. Desde 2011, a Sky vem testando a banda larga com a tecnologia TD-LTE em Brasília. Teve alguns problemas de ajuste da tecnologia e dimensionamento da rede e dos fornecedores, mas tudo indica que esses problemas estão solucionados e, segundo fontes de mercado, nos próximos meses deverá ser iniciado o plano de expansão da rede.

Uma das etapas é definir se a Sky comprará ou não o espectro da Telefônica/Vivo em São Paulo e Rio, onde tem a preferência. A Telefônica/Vivo está vendendo esse espectro por meio do Banco Santander, que segurou o leilão até aqui, possivelmente, à espera de uma definição sobre a compra da GVT. Agora esse problema não existe mais e o leilão deve acontecer, já que além da Sky, também a On Telecom se mostra interessada.

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