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Anatel e operadoras estão otimistas com lançamento do 5G em junho

Conselheiro da Anatel e presidente do GAISPI, Moisés Moreira.

O prazo para início do serviço de 5G na faixa de 3,5 GHz na metade deste ano é apertado e, apesar de existir a possibilidade de adiamento, há certo otimismo por parte da Anatel e das operadoras. O avanço nos trabalhos do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na faixa de 3.625 a 3.700 MHz (GAISPI), que já terá sua próxima reunião no dia 23 deste mês, e a experiência das empresas com o processo da faixa de 700 MHz são algumas das razões, além da anunciada constituição da Entidade Administradora da Faixa (EAF).

Conselheiro da Anatel e coordenador do GAISPI, Moisés Moreira diz que o prazo de 30 de junho para lançamento do 5G nas capitais é apertado. Sobretudo porque ainda é necessário coordenar toda a questão da limpeza da faixa, que obviamente precisa acontecer antes dessa data. “O prazo é bastante desafiador”, destacou ele durante o Seminário Políticas de (Tele)Comunicações nesta terça-feira, 15. 

Mas Moreira ressaltou que há a possibilidade de adiamento desse prazo. “Caso se encontrem dificuldades técnicas para migração e desocupação [da banda C], o GAISPI poderá indicar, com decisão do Conselho Diretor, eventual alteração de 60 dias para casos dispostos.” Há granularidade nesses pedidos, podendo ocorrer por municípios, por exemplo. E caso haja essa necessidade, o cronograma poderá ser ajustado. “Esperamos que não seja necessária a alteração dos prazos”, disse.

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De fato, ele espera até mesmo a possibilidade de antecipação do 5G. O edital do leilão previu isso em determinados municípios ou polígonos onde “certas condições devem ser satisfeitas para que não se gere interferência”. Portanto, caberá ao GAPISPI e à EAF a avaliação e eventual execução desse adiantamento do cronograma.  

“Nossa principal preocupação agora é fazer com que a limpeza seja bem sucedida e a gente possa cumprir as metas”, declarou a vice-presidente de assuntos regulatórios da Vivo, Camilla Tápias. O vice-presidente de relações institucionais e regulatórias da TIM, Mario Girasole, diz que a experiência com o grupo da faixa de 700 MHz, o Gired, permite maior otimismo. “Um grande elo que vai permitir o funcionamento é uma grande confiança entre todos os atores envolvidos”, argumenta.

PAIS e rede privativa

Moisés Moreira ressalta, contudo, que as obrigações com o Norte Conectado e a rede privativa do governo não serão deixados em segundo plano. “Naturalmente que a EAF e o GAISPI vão se ater à desocupação da faixa, mas acredito que o trabalho no PAIS [Programa Amazônia Integrada e Sustentável] serão feitas este ano, com sondagens e várias das infovias. No próximo ano serão lançados os cabos. E sem prejudicar em nada o 3,5 GHz”, destaca.

Grupos

O conselheiro da Anatel diz que seis grupos técnicos com tópicos específicos já iniciaram atividades e, em razão do cronograma apertado, já conseguiram avançar. São os seguintes grupos, cada um com membros titulares e suplentes:

  • de Comunicação (GT-Com)
  • de Acompanhamento Financeiro (GT-F)
  • de Migração da Banda Ku (GT-Migração)
  • de desocupação do 3,5 GHz e mitigação da interferência (GT-Desocupação)
  • do Programa Amazônia Integrada e Sustentável (GT-PAIS)
  • da rede privativa do governo (GT-Rede).

O Seminário Políticas de (Tele)Comunicações é um evento virtual organizado por TELETIME e pelo Centro de Políticas, Direito, Economia e Tecnologias das Comunicações (CCOM/UnB) e continua na quarta-feira, 16.

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