Oi vai competir pelo mercado de redes privativas mesmo sem licença 5G

Mesmo sem ter adquirido espectro no leilão do 5G e se desfazendo de sua operação móvel, a Oi vai competir no mercado de redes privativas para os segmentos público e privado, de acordo com o CEO da tele, Rodrigo Abreu.

"O 5G abre possibilidade mesmo para quem não adquiriu licenças de operar redes privadas em LTE, 4G ou 5G sem depender do de frequências licenciadas, mas com uso secundário [de espectro] ou até frequências dedicadas como a para segurança pública", afirmou Abreu, em live promovida pelo BTG Pactual nesta terça-feira, 14.

Dessa forma, está no plano da divisão corporativa Oi Soluções atuar na construção de redes exclusivas para verticais. "Um exemplo é o que estamos fazendo na rede da secretaria de segurança do estado da Bahia, onde estamos implantando no estado inteiro uma rede LTE privada", apontou o CEO da Oi.

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O executivo afirma que o acordo de não competição no mercado móvel firmado com o trio de compradoras (Claro, TIM e Vivo) dos ativos no segmento não impede a atuação na vertical privativa – que estaria se desenvolvendo rapidamente. "O volume de investimentos em redes privadas e em tecnologia para isso é bastante impressionante. Hoje são possíveis redes autocontidas, com core e acesso localizados. É um nicho interessante que queremos explorar".

Em paralelo, a Oi reiterou que a infraestrutura de fibra óptica da V.tal poderá ser utilizada para a conexão de antenas 5G de grupos grandes ou regionais, além do transporte em longa distância relacionado à tecnologia. "Esse sem dúvida é um rincão de atuação".

Mobilidade

Na conversa, Abreu defendeu que a ausência da Oi no leilão do 5G foi uma decisão estratégica. As obrigações do 26 GHz foram consideradas pesadas e a conta para uso do espectro apenas operações fixas "não fechou". Demais faixas não foram sequer cogitadas por conta da saída da empresa do segmento móvel.

Nesse sentido, Abreu observou que o acordo de não competição com as compradoras também envolve operações virtuais de telefonia móvel (MVNOs). Entretanto, o CEO da Oi não descartou que um dia a empresa volte ao segmento de mobilidade, a partir de nichos.

"Quando isso [o acordo] terminar, vamos voltar atenção para onde poderíamos atuar, mas não temos perspectiva de voltar a ser um grande operadora móvel competindo para ser o quarto player. Do ponto de vista de estrutura de mercado, a visão de quatro operadoras está de alguma maneira superada. Eventualmente vão ter operações no futuro, mas de maneira muito focada".

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