Fibra vai substituir integralmente tecnologias legadas na banda larga, aposta Oi

Presidente da Oi, Rodrigo Abreu

Crescendo em ritmo intenso a base de assinantes de banda larga fixa via fibra óptica, a Oi entende que ainda há muito espaço para evolução do segmento no País, inclusive com substituição integral das bases atendidas via rádio, cabo coaxial ou cobre.

CEO da operadora, Rodrigo Abreu afirmou nesta terça-feira que os acessos ópticos têm potencial de alcançar 40 milhões de casas conectadas (contra atuais 24 milhões). Do montante, a Oi espera ter de 20% a 25% de participação de mercado, segundo projeção do executivo em live promovida pelo BTG Pactual.

Até então, a empresa soma 3,557 milhões de acessos de banda larga com fibra, dos quais 1,131 milhão ativados em dez meses de 2020. Para Abreu, no ano que vem ainda será possível somar de 80 mil a 100 mil novos assinantes mensais na operação de FTTH; o volume pode ser até maior caso a V.tal (que tem a Oi como sócia) acelere o ritmo de construção de casas passadas (HPs) com a infraestrutura.

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"Mas não imaginamos ritmo ultra acelerado até o final dos tempos", alertou Abreu, apontando cuidado para as métricas de aquisição de clientes. "O churn está maior com a pandemia, então reforçamos regras de crédito e de aprovação de cliente para que tudo que entre, entre de forma saudável", afirmou o CEO.

Provedores

De forma geral, Abreu também entende que a existência de provedores regionais seguirá fazendo sentido em algumas cidades, apesar da concorrência crescente com as grandes na fibra óptica.

A escala entre as operações da Oi e dos provedores regionais, contudo, foi comparada pelo CEO da Oi. Na conversa com o BTG, Abreu apontou que o volume de recursos ingressante nas médias durante a temporada de IPOs de 2021 não equivale a um ano de capex da tele. Em 2020, apenas o investimento em fibra óptica da Oi superou os R$ 4,7 bilhões.

Abreu também avalia que aportes para o 5G entre provedores regionais devem pressionar o caixa de algumas empresas. O executivo ainda foi cético quanto ao potencial da quinta geração para entrega de serviços fixos, como o FWA. "O 5G não vai competir com a fibra. Se acontecer, vai ser em áreas muito pequenas e localizadas. Já em áreas densas, a fibra é, sem dúvida nenhuma, a principal opção".

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