Interchange entra no mercado de m-payment

A Interchange, empresa que tem como acionistas a EDS, Unibanco, Citibank e ABN, está lançando um sistema de autorização via celular para disputar o mercado de m-payment no País. A empresa atua na área de gerenciamento on-line de transações financeiras e está fazendo testes com um grande varejista para a substituição do cartão plástico pelo pagamento móvel. A rede de lojas prevê oferecer essa opção aos clientes no primeiro trimestre de 2008.
?A previsão é de que até 2010, o volume de adeptos ao m-payment seja de 10 milhões, e nós esperamos atender cerca de 40% destes usuários até esta data", afirma André Sonnenburg, diretor da área de desenvolvimento de novos negócios da Interchange. Segundo o executivo, a idéia não é concorrer com os cartões de crédito, mas atingir o mercado de cartões sem bandeira. ?Grandes lojas de varejo têm seus próprios cartões de pagamento, que representam um volume até maior que os cartões de crédito. O objetivo é liberar o lojista do custo da produção, envio e gerenciamento do cartão de plástico que pode ser substituído por uma autorização de débito via SMS, pelo celular?, explica Sonnenburg. Ele admite, no entanto, que a Interchange não descarta prestar serviços para as grandes operadoras de cartão de crédito no futuro. Hoje o mercado de cartões sem bandeira é avaliado em 112 milhões no País ante 78 milhões de cartões de crédito.
Ao contratar o serviço da Interchange, o lojista recebe um software que pode ser instalado no POS (terminal de cartão) ou PC da loja. Quando o usuário faz uma compra, tem seu telefone celular cadastrado, insere uma senha e recebe, via SMS, a autorização da compra pela loja que faz o débito conforme o contrato com o cliente. A comunicação da loja com a operadora e o cliente é realizada pela Interchange via rede GPRS ou X-25, com link dedicado. O cliente não tem custo adicional porque apenas recebe o SMS. No caso do SMS demorar, o usuário recebe uma mensagem de voz, por meio de uma URA, autorizando a compra. Segundo o Sonnenbrug, o sistema permite uma economia de 25% em todo o processo para o lojista comparado ao gerenciamento do cartão.
Além dos grandes varejistas e empresas de cartão de crédito outro mercado interessante para a Interchange é o de entregas de mercadorias (delivery).
Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), 10% das 50 bilhões de transações financeiras até 2010 serão realizadas em aparelhos móveis, como celulares, smartphones e PDAs. Esse percentual é correspondente a toda a movimentação que passa pelos caixas físicos das agências bancárias hoje.

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