Oi poderia operar serviços para eventual comprador da Oi Móvel, diz Rodrigo Abreu

Foto: Pixabay

Um aspecto interessante da alteração à proposta de aditamento que a Oi apresentou ao mercado é a possibilidade de incluir na avaliação de melhor oferta pela unidade Oi Móvel a ponderação de propostas de remuneração da própria Oi pelo uso de capacidade de atendimento da operação móvel depois que ela for assumida pelos compradores. Abreu explicou que esta possibilidade foi colocada para que as propostas pudessem ser melhor dimensionadas no caso de incluírem garantias de que a Oi será a provedora de capacidade para quem levar a Oi Móvel, e reconheceu que a demanda maior deve ser por fibras, que ficarão sob a InfraCo. Ou seja, uma boa proposta pela Oi Móvel que inclua contratos de capacidade valoriza a InfraCo.

Mas ele reconheceu que estes contratos podem ser de outra natureza. Por exemplo, um eventual comprador da Oi Móvel contratar a ClientCo (unidade de serviços da Oi, que não será vendida) para operar os clientes da Oi Móvel. Seria, por exemplo, um modelo interessante para a Highline, que ao fazer a oferta pela Oi Móvel sinalizou que não pretende operar e que gostaria de vender os clientes. Caso não encontre comprador, ela poderia terceirizar a operação para a Oi. Nesse caso, disse Abreu, apesar de um eventual contrato deste tipo ser considerado na avaliação de melhor oferta, ele não teria como ser comparado como um contrato de uso de rede da Oi, por serem objetos diferentes.

Abreu destacou que estes modelos asseguram também a tranquilidade de aprovação regulatória, já que quem que seja o comprador poderia ter a possibilidade de manter as obrigações de prestação de serviços exigidas da Anatel. A agência já se manifestou preocupada, por exemplo, com um modelo em que o comprador da Oi Móvel não tenha interesse de operar o serviço (vender, dar atendimento, manutenção, cobrança etc.) e queira apenas ser o operador da rede  de uma rede neutra móvel, como sugeriu a Highline, ainda que num momento inicial não é isso o que será analisado pela agência.

2 COMENTÁRIOS

  1. Se Claro,.TIM e Vivo comprarem a operação de celular da Oi, não fará nenhum sentido contratar os serviços da ClientCo. Na verdade, o que haverá é a contratação das fibras da InfraCo. E a ClientCo (com sua infraestrutura legada) ficará chupando o dedo.

  2. Eu não entendi, uma empresa x, compra a empresa y, que esta quebrada, e deixa todos da empresa y tocar a empresa… é isso mesmo ?
    Seria para os presidentes da empresa y, gastar todo o dinheiro da empresa x até no osso.

    xxxxxxxxxxx

    mudando de assunto, pois sofro muito com um apagão de sinal da oi e claro no meu condomínio.

    Eu tenho oi e claro, mas pagaria uma taxa de 100 reais para quando eu estivesse fora da rede da oi e claro, pudesse também usar a rede da tim e vivo, assim todos ganham, eu, a operadora oi e claro, e a operadora tim e vivo, para deixar o cliente conectados nem que fosse apenas para rede de voz… esta na hora dessas operadoras pararem com essa competição desenfreada e dar mobilidade onde possuem vácuo de atuação… ganha todo mundo.

    Quem sabe os Presidentes dessas empresas, resolvem todos sentar na mesa com a Anatel e tirar essa idéia do papel e ajudar a todos ???

    Não custa nada tentar, se é para dar o pontapé inicial eu mesmo dou.

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