Vivo já gravou mais de 5 milhões de vozes para programa de biometria

Ruben Longobuco, chief security officer (CSO) da Vivo

[Publicado no Mobile Time] A Vivo captou mais de 5 milhões de vozes para seu programa de biometria em lojas, após opt-in e consentimento dos clientes. A solução faz parte do processo de captação de informações de biometria do usuário, um programa que está ativo desde outubro de 2018 e que possui ainda leitura facial e de documentos dos clientes.

De acordo com Ruben Longobuco, chief security officer (CSO) da Vivo, a ideia é armazenar essas informações para usá-las no atendimento telefônico e online. Atualmente, a biometria de voz é empregada para confirmar novas compras de consumidores da operadora em suas lojas físicas autorizadas e de revenda.

Em biometria facial, o CSO disse que a expectativa é chegar a 10 milhões de rostos capturados até o final do ano. O executivo não pôde dizer quantas registros de faces de clientes já foram captados, mas lembrou que no começo do ano eram 2 milhões: "Temos quase 100 milhões de clientes. Teremos 10 milhões com a biometria facial cadastrada até o final do ano. E, de quatro a cinco anos, acreditamos que é possível ter toda a base da Vivo cadastrada".

Com a plataforma de biometria para lojas, a Vivo já contabilizou 98 milhões de documentos digitalizados, 11 milhões de assinaturas digitais e 700 mil contratos por mês. Sem revelar quanto foi investido na solução, Longobuco disse que a redução de fraude em assinaturas "quase zerou nas lojas" da operadora, um montante que seria "o suficiente para pagar o investimento em biometria".

Antifraude e LGPD

Outros dois temas abordados na conversa nesta quarta-feira, 14, foi o desenvolvimento da plataforma antifraude da Vivo e o avanço da operadora para adaptar-se à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O CSO da Vivo confirmou que os 32 mil profissionais, além de fornecedores, da companhia foram "conscientizados" diante da nova lei. Em antifraude, a plataforma da companhia, que atua em 40 frentes, inclusive análise de tráfego, está sendo expandida para Colômbia, Chile, Peru e Espanha.

1 COMENTÁRIO

  1. O meu rosto é que não vão pegar até que o atendente me forneça um documento por escrito dizendo como meus dados biométricos serão utilizados. Claro que a Vivo não quer se comprometer né. Quando precisei passar meu número de celular do chip antigo p/ um micro-Sim me falaram da foto, optei então por pura e simplesmente jogar o chip antigo fora e comprar um novo numa banca, com outro número. Não confio numa empresa que compartilha minha localização p/ ficar enviando SMS de parceiros oferecendo produtos. Vide também matéria do Teletime de 1 de agosto.

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