Oi reduzirá Capex no ano que vem e promete aumentar produtividade

A Oi vai reduzir seu Capex anual a partir de 2014, informou o CEO da companhia, Zeinal Bava. Atualmente, a empresa investe cerca de R$ 6 bilhões por ano. "O Capex tem que estar cada vez mais alinhado com o foco em redução de churn e geração de caixa da companhia. Temos que simplificar processos, mudar atitudes na empresa", disse o executivo durante teleconferência com analistas nesta quarta-feira, 14, para comentar os resultados do segundo trimestre.

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Parte dessa redução de Capex virá de novas diretrizes nas negociações com fornecedores. "Acreditamos ser possível garantir maior eficiência nas compras, alterando o modelo com nossos fornecedores. Eles precisam trabalhar em parceria conosco", explicou Bava.

A redução de investimento, contudo, não significa perder mercado ou piorar a qualidade do serviço, garantiu o CEO. Na verdade, a Oi pretende concentrar esforços em melhorar a produtividade nas áreas de TI, engenharia de redes e operações de campo. Nesta última, a empresa está treinando 500 técnicos por semana em um novo sistema de workflow, começando por Minas Gerais. O objetivo é aumentar a taxa de sucesso de instalações. Bava espera incrementar entre 20% e 40% a produtividade dessa área, mas reconhece que o processo é longo e que os primeiros resultados só serão sentidos em um horizonte de seis a 12 meses.

A empresa pretende melhorar também a qualidade das suas vendas, para reduzir as provisões para devedores duvidosos (PDD), que hoje giram em torno de 4,5% da receita, patamar considerado inaceitável pelo executivo.

Brasil

Apesar do resultado negativo neste trimestre e do aumento da dívida líquida, Bava demonstra otimismo em relação à operação no País. "O Brasil é uma das maiores economias globais, com uma demografia atrativa e penetração baixa de serviços de telecom quando comparado com outros países. Vemos um aumento significativo da classe média e de seu poder de compra. Continuamos a acreditar se tratar de um país com condição ímpar para o crescimento do setor. A penetração de banda larga fixa e de 3G está aquém do seu potencial. O Brasil é um país que necessita e que vai querer mais tecnologia, porque melhora a qualidade da vida das pessoas", disse Bava.

 

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