América Móvil aumenta receita no trimestre mesmo com efeitos da covid-19

Foto: Pixabay

Durante um trimestre plenamente sob efeitos da pandemia do coronavírus, o grupo mexicano América Móvil (controladora da Claro, Embratel e Net no Brasil) mostrou resiliência na crise econômica, segundo balanço financeiro da companhia divulgado nesta terça-feira, 14.

A receita total no segundo trimestre foi de 251,583 bilhões de pesos mexicanos (US$ 11,24 bilhões), um aumento de 0,6%. No total acumulado semestre, foi de 501,685 bilhões de pesos (US$ 22,41 bilhões), crescimento de 1,2%.

A receita de serviços é o maior componente, tendo gerado 219,457 bilhões de pesos (US$ 9,81 bilhões) no trimestre (crescimento de 6,5%) e 428,970 bilhões de pesos (US$ 19,17 bilhões) no semestre (aumento de 4%). O que afetou o crescimento total foi a queda de 27,2% no trimestre com a receita de equipamentos, totalizando 30,699 bilhões de pesos (US$ 1,37 bilhão). No semestre, a redução foi de 12,3%, total de 70,179 bilhões de pesos (US$ 3,14 bilhões).

Lucro

Assim como no caso da Claro Brasil, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) do grupo mexicano aumentou no trimestre e no semestre. Foram respectivamente 5,9%, total de 82,649 bilhões de pesos (US$ 3,69 bilhões); e 4,5% nos seis meses, total de 160,276 bilhões de pesos (US$ 7,16 bilhões).

A margem EBITDA no período de abril a junho foi de 32,9% (aumento de 1,7 ponto percentual), e de 31,9% entre janeiro a junho (crescimento de 0,9 p.p.).

Assim, a América Móvil registrou lucro líquido de 20,060 bilhões de pesos (US$ 900 milhões), crescimento de 39,7%. No acumulado do ano, contudo, por conta do desempenho entre janeiro e março, houve prejuízo de 9,321 bilhões de pesos (US$ 420 milhões), contra lucro de 33,914 bilhões de pesos (US$ 1,52 bilhão) em 2019.

Desvalorização cambial

A companhia destaca que a intervenção do Fundo Monetário dos Estados Unidos no programa de recuperação econômica durante a covid-19 permitiu uma estabilização cambial em toda a América Latina, "com a exceção notável do real no Brasil, que desvalorizou mais 4,8% frente ao dólar".

A dívida líquida da AMX no final de junho foi de 765 bilhões de pesos (US$ 34,18 bilhões), contra 677 bilhões (US$ 30,25 bilhões) no final de 2019. A empresa afirma que isso é fruto do aumento de valores das dívidas em euro e dólar por conta da desvalorização do peso mexicano. Assim, esse valor representa 1,89x o EBITDA.

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