Linktel quer dobrar faturamento com oferta de hotstpots de nova geração

Disposta a melhorar o acesso em hotspots Wi-Fi públicos, que geralmente exigem cadastros insistentes mesmo em lugares frequentados, a operadora Linktel tem investido na tecnologia de nova geração de passpoints (NGH 2.0), além da modernização de toda sua infraestrutura. Com recentes contratos já em fase de implantação e tendo vencido uma licitação da Infraero, a companhia espera dobrar o faturamento até o final do ano, quando deverá terminar de migrar os 4.150 pontos de acesso (APs) para a nova tecnologia NGH 2.0. É a aposta da operadora para passar incólume pela crise.

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A companhia, que tem acordos de roaming com TIM Brasil, AT&T, Cablevisión, Boingo e Trustive, anunciou nesta terça, 14, a liberação do NGH 2.0 para 3.500 APs no País. Além disso, comemora o projeto de modernização e implantação dos pontos de acesso em 60 aeroportos. "Estamos trocando tudo, inclusive backbone, e estamos modernizando tudo para (os padrões) a, b, g e n", afirma o diretor de engenharia da Linktel, Fábio Simonagio. "Para subir a demanda, ampliamos a rede, fazendo parceria com operadoras em lugares onde não temos backbone próprio", declara. "Toda a rede legada já suporta o NGH 2.0, então foi só habilitar. O próximo passo é chegar ao cliente, baixando o profile (para login automático)".

Ele diz que na segunda-feira, 13, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, teve a nova rede ativada. Além desse, mais quatro já foram entregues: Santos Dumont, no Rio de Janeiro; e os aeroportos internacionais de Recife, Fortaleza e Cuiabá. A companhia oferece velocidade de acesso de pelo menos 1 Mbps por usuário que utiliza o cadastro gratuito da Infraero, mas podendo oferecer também 5 Mbps para os assinantes dos planos da própria operadora, que podem variar de pacotes de horas a mensalidades. A fornecedora escolhida foi a Cisco "pela qualidade do equipamento".

Iniciativas

Outros lugares são estratégicos para a Linktel, como o estádio do Morumbi, na capital paulista, que já está todo coberto com cerca de 300 hotposts com NGH 2.0 (com parceria com a HP para fornecimento de equipamentos) e velocidade de 10 Mbps por usuário (1 Gbps de capacidade por AP). Segundo o diretor de engenharia, a empresa conseguiu fornecer acesso a 30 mil pessoas (não simultâneas) durante partida entre São Paulo e Cruzeiro.

A rede de shopping centers BRMalls (com 50 localidades atendidas) também é uma cliente importante para a operadora, além da cadeia de cafés Starbucks. Novos projetos estão sendo negociados, como outros estádios e outras redes de estabelecimentos. "Mesmo com a crise, há muita gente investindo em publicidade. Não temos tido retração – pelo contrário, temos muitos projetos", afirma Simonagio, que diz ainda que a empresa dobrou de tamanho nos últimos dois anos. 

Tecnologia

Uma das chaves para isso será justamente melhorar a experiência do usuário no acesso. A tecnologia permite a autenticação por meio de cadastro apenas da primeira vez – depois, toda a conexão à rede Linktel é feita automaticamente, independente do local, desde que seja assinante de um dos planos da empresa. Assim, a pessoa se conecta no aeroporto de Congonhas, e a rede reconhece o aparelho (por meio do MAC Adress) automaticamente das próximas vezes que ela for ao local.

Parceria com a TIM

A Linktel utiliza com a TIM uma tecnologia que realiza a autenticação por meio do SIMcard do usuário. Nos locais onde há Wi-Fi livre para clientes da operadora, a rede TIM Wi-FI SIM é selecionada automaticamente, "como se fosse o NGH 2.0". O mesmo recurso é oferecido aos usuários da norte-americana AT&T, diz Simonagio. Para ele, a parceria com a tele brasileira é um sinal da complementaridade dos serviços, inclusive na estratégia de redes heterogêneas. "As small cells da TIM não nos incomodam, são coisas diferentes. Tanto que nos EUA tem muito 4G de qualidade, mas, mesmo assim, há crescimento no Wi-Fi", declara.

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