Oi enfrenta nova queda de receitas no primeiro trimestre

Foto: Bruno do Amaral

A Oi completou os três primeiros meses deste ano mostrando novamente queda na receita, segundo balanço financeiro divulgado no final da noite da segunda-feira, 13. No período, o Grupo Oi gerou uma receita líquida total de R$ 5,130 bilhões, uma queda de 9,5% no comparativo com o ano anterior. Considerando somente as operações no Brasil, a receita líquida de serviços foi de R$ 5,038 bilhões, recuo de 9,6%. A operadora diz que os principais fatores da queda são a "intensidade do cenário competitivo no residencial, com impacto principalmente no pré-pago e no segmento corporativo". 

O segmento residencial totalizou R$ 1,880 bilhão e teve a maior queda: 14,6%. Por sua vez, o serviço móvel recuou 3,9% e encerrou março com R$ 1,699 bilhão – considerando apenas clientes, a redução foi de 0,7%, total de R$ 1,624 bilhão. A área de B2B totalizou R$ 1,417 bilhão, com queda de 8,4%. No total, a receita líquida de clientes (exclui receita de aparelhos e uso de rede) foi de R$ 4,919 bilhões, reduzindo 8,5% no comparativo anual. A companhia diz que todos os segmentos foram impactados pela queda do tráfego de voz, mas ressalta que a receita de dados na mobilidade pessoal e na fibra no residencial "seguem crescendo".

O lucro líquido atribuído a acionistas controladores da empresa foi de R$ 568 milhões – contra R$ 30,453 milhões bilhões no período anterior.  O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBTIDA) de rotina foi de R$ 1,251 bilhão, recuo de 20,4%. A margem EBTIDA caiu 3,4 pontos percentuais e ficou em 24,4%. 

Por outro lado, a dívida líquida da companhia aumentou 38,3% e ficou em R$ 10,107 bilhões em março. O caixa disponível teve variação positiva de 0,7%, encerrando o trimestre com R$ 6,267 bilhões. E o Capex da empresa no período foi de R$ 1,725 bilhão, aumento de 53%. 

Operacional

Em março, a Oi contava com 14,336 milhões de unidades geradoras de receita (UGRs) no segmento residencial, uma redução de 8,1% comparada ao mesmo mês de 2018. Do total, as linhas fixas em serviço totalizaram 8,004 milhões de contratos (queda de 11,1%), enquanto a banda larga fixa somou 4,759 milhões de UGRs (queda de 6,4%). Novamente, a TV paga mostrou avanço: desta vez, de 4%, total de 1,574 milhão de contratos. A receita média por usuário (ARPU) foi de R$ 77,5, reduzindo 4%. 

No serviço móvel, a companhia totalizou 34,894 milhões de UGRs, redução de 4,2% comparado ao ano anterior. Desse total, a companhia contou com 26,780 milhões de pré-pagos, uma quda de 9,7%. O pós-pago somou 8,114 milhões de UGRs, aumentando 19,8%. O ARPU móvel foi de R$ 16,10, queda de 1,9%. 

Em B2B, a Oi encerrou o trimestre com 6,774 milhões de UGRs, um aumento de 3,6%. Conforme o segmento, a telefonia fixa (3,471 milhões de acessos) e a banda larga fixa (524 mil acessos) tiveram queda de 3,9% e 4%, respectivamente. Na móvel, a operadora somou 2,765 milhões de UGRs, aumento de 16,7%. E na TV paga, foram 14 mil contratos, aumento de 14,2%. 

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