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Telefónica mais do que dobra o lucro líquido no primeiro trimestre

No primeiro trimestre do ano, o grupo Telefónica mostrou crescimento em receita e lucro, justificando a estratégia de foco em dados, especialmente com reforço no LTE e em fibra. De acordo com o balanço financeiro divulgado nesta quinta-feira, 14, a receita aumentou 12,6% no comparativo anual, totalizando 11,543 bilhões de euros, segundo a companhia graças ao desempenho da Telefónica Deutschland e do grupo de operações na América Latina de língua espanhola, a Telefónica Hispanoamérica.

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A companhia alega que houve aumento de 11,9% na monetização com dados móveis (o ARPU do LTE mostrou crescimento de "dígito duplo"), além de "aceleração de serviços digitais", com crescimento de 33,7%, especialmente por vídeo (aumento de 56,6%).

O grupo obteve 1,802 bilhão de euros de lucro líquido, aumento de 161,9%. O lucro operacional antes de depreciação e amortização (OIBDA) fechou março em 3,618 bilhões de euros, aumento de 7,7%. A margem OIBDA diminuiu 1,4 ponto percentual (p.p.) e ficou em 31,3%. Já o lucro operacional caiu 5% e totalizou 1,511 bilhão de euros no trimestre.

A dívida líquida da companhia fechou o período em 45,627 bilhões de euros, aumento de 3,8% e com uma relação com o OIBDA em 2,73 vezes.

Em comunicado, o chairman executivo da Telefónica, César Alierta, afirma que os resultados refletem melhorias em todos os mercados, exceto na Espanha, embora nesse país a companhia "já tenha começado seu retorno ao crescimento após reportar no trimestre um aumento anual em acessos, o que vai gradualmente se traduzir em crescimento financeiro".

O guidance para a companhia em 2015 é de manter as receitas com crescimento acima de 7%, manter a margem OIBDA com erosão de 1 p.p. (para permitir flexibilidade comercial se necessária). A relação de OIBDA com dívida líquida esperada é de abaixo de 2,35 vezes.

Maiores mercados

Excetuando o aglomerado Telefónica Hispanoamérica (que mostrou receita de 3,665 bilhões de euros), o maior mercado individual em receita continua sendo o espanhol, apesar de a operação brasileira ter chegado perto. Na Espanha, a receita foi de 2,878 bilhões de euros (queda de 3,8%). O OIBDA foi de 1,282 bilhão de euros, queda de 8,6%. Capex aumentou 55% e fechou março em 414 milhões de euros. A base total de acessos foi de 41,2 milhões, aumento de 1,2%.

Para efeitos de comparação em euros, a operação brasileira registrou aumento de 4,8% em receita, totalizando 2,794 bilhões de euros. OIBDA foi de 840 milhões (aumento de 1,4%). Capex foi de 395 milhões de euros, aumento de 27,4%. A base total da Telefônica/Vivo fechou março com 94,055 milhões de acessos.

A controladora confirmou a data de 28 de maio para a Assembleia Extraordinária de Acionistas da Telefônica Brasil, que deverá aprovar e fechar a aquisição da GVT, bem como a nomeação do atual CEO da GVT como futuro CEO da nova Telefônica/Vivo, Amos Genish.

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