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Fujitsu aposta em Open RAN para redes privativas e no papel de integradora

Alex Takaoka, diretor de vendas da Fujitsu

G, juntamente com os A movimentação de fornecedores de tecnologia em direção ao Open RAN, sobretudo no contexto do 5G, tem trazido alguns nomes de volta às conversas. A fabricante japonesa Fujitsu é uma delas. Apesar de estar há mais de quatro décadas no Brasil e ter começado sua história justamente no setor de telecom, com centrais de comutação de telefonia fixa, a empresa é conhecida principalmente pela sua atuação no mercado de servidores e sistemas de TI. Há um ano, intensificou a atuação no Brasil no setor de fotônica, de olho na ampliação das redes de fibra. E agora se prepara para avançar no mercado de 5G com Open RAN.

Segundo Alex Takaoka, diretor de vendas da Fujitsu no Brasil, o foco principal da companhia está no desenvolvimento de redes privativas, dedicadas a verticais de negócio e mercados de nicho. “É um caminho natural para quem está entrando. Já estamos no mercado de fibra óptica e a integração entre as redes ópticas e as redes móveis também será um foco da Fujitsu”, diz ele. Ele ressalta que o Open RAN demandará justamente a figura do integrador de diferentes tecnologias. 

Um aspecto que a Fujitsu destaca e em que pretende se diferenciar da concorrência com os vendors tradicionais e os que estão chegando an onda do OpenRAN é o de integrador. “A gente tem essa experiência muito consolidada na área de sistemas de TI, em que a gente aposta nas plataformas abertas há muito tempo. E as redes móveis com Open RAN vão viver um processo muito parecido, até porque há uma camada de software importante”. A comparação com o mundo da computação usa a analogia do Linux, sistema operacional que é a base de muitos dos sistemas atuais. “Existe um Linux, mas muitas implementações”. O papel do integrador Open RAN é justamente juntar as peças e fazer com que tudo funcione.

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A aposta em redes privativas como porta de entrada inicial para o 5G não quer dizer que a Fujitsu esteja se afastando das operadoras tradicionais. “Muitas delas são nossas clientes na parte de redes ópticas e servidores. E temos alguns cases importantes, como a operação da rede móvel 5G da DISH nos EUA”.

A necessidade de virtualização e computação em nuvem, trazidas pelo padrão de 5G, também é uma aposta da Fujitsu, por conta justamente da bagagem em sistemas de TI. ” O Brasil sempre foi um país muito aberto a padrões Open Source e isso vai migrar para o setor de telecom também”, diz Takaoka.

Para a Fujitsu, é muito positiva a iniciativa da Anatel de desenvolver  um grupo de trabalho para entender o OpenRAN e encaminhar algumas questões operacionais e regulatórias. “Achamos que o tempo que a Anatel deu ao GT é importante também para que o Open RAN amadureça em relação às soluções end-to-end. Por isso, começar pelo mercado empresarial e redes privativas faz mais sentido”. Ele destaca ainda o benefício de que as operadoras busquem adotar o Open RAN no Brasil. “Isso traz uma grande diversidade de desenvolvedores de tecnologia e cada um pode se focar em problemas cada vez mais específico. Isso dá grande força para o desenvolvimento colaborativo de tecnologias”, diz.

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