Leilão da Sercomtel deve ocorrer entre julho e agosto; reestruturação é plano B

Após não surgirem interessados em uma primeira tentativa de leilão da Sercomtel realizada em janeiro, a prefeitura de Londrina (PR) planeja realizar o processo de privatização da empresa entre o final de julho e o começo de agosto. Ainda assim, a gestão do município paranaense trabalha com a possibilidade de captar recursos para uma reestruturação administrativa e financeira da operadora caso o processo não vingue.

Ainda que a expectativa de surgimento de interessados seja positiva (conforme pontuado em matéria publicada pela Folha de Londrina), a prefeitura da cidade já encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei solicitando permissão para, em caso contrário, contrair empréstimo de R$ 30 milhões com a Agência de Fomento do Paraná para injeção na operadora.

O recurso visaria a reestruturação administrativa e financeira da Sercomtel e é encarado como um plano B ao projeto de desestatização. "Sendo aprovada e transformada em lei, a contratação de operação de crédito autorizada só será efetivada se o segundo leilão não prosperar, portanto, sendo necessário para a estruturação da empresa", afirmou o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP), em justificativa encaminhada ao legislativo.

O objetivo seria a manutenção da saúde financeira da empresa, garantindo assim seu "regular funcionamento e operação, ainda que de forma não definitiva". De acordo com a justificativa do projeto de lei (datado de 24 de março), o novo processo de contratação de empresa para elaboração do valuation da Sercomtel estaria em curso.

"Assim que concluído o referido processo […], será tramitado processo de novo leilão da Sercomtel S.A Telecomunicações e da Sercomtel Participações S.A, evitando assim que a Anatel dê prosseguimento ao processo de caducidade das concessões da empresa", completou o executivo londrinense.

Procurada, a Sercomtel confirmou a previsão da prefeitura em realizar o leilão entre a última semana de julho e o começo de agosto. Sobre a reestruturação, a assessoria de imprensa da operadora pontuou que a possibilidade "não é novidade", fazendo parte de estudo desenvolvido pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Estadual de Londrina (FAUEL) desde o início do segundo semestre de 2019.

"[O assunto] tem sido acompanhado pela Sercomtel Telecomunicações desde o início até a entrega do projeto de lei à Câmara para contratar operações de crédito com o objetivo de atender esta finalidade. O presidente Cláudio Tedeschi, em entrevistas concedidas durante este período, tem se referido à reestruturação administrativa como o 'Plano B', uma vez que ele será colocado em prática, caso a segunda tentativa de leilão não seja bem sucedida e caso ocorra a aprovação para obter os recursos necessários".

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