Cisco prevê penetração acima de 15% na América Latina até 2014

A penetração de banda larga na América Latina deve superar a marca de 15% na região dentro de três a cinco anos. A projeção é de Jaime Vallés, vice-presidente para América Latina da Cisco Systems, em visita ao Rio de Janeiro esta semana para participar do World Economic Forum. Isso significaria um crescimento bastante forte, haja vista que a média de penetração hoje na reigão gira em torno de 4%. Alguns países, como Chile e Argentina, estão próximos a 8%, enquanto o Brasil recentemente alcançou 5%.
A Cisco patrocina todo semestre a pesquisa Barômetro Cisco, para medir o avanço da banda larga no País. "Os números estão sempre superando nossas expectativas", comenta o presidente da empresa no Brasil, Rodrigo Abreu, que acompanha Vallés durante o World Economic Forum. Inicialmente, a projeção era de que o país teria 7 milhões de conexões em banda larga em 2010. Agora, já se fala em 15 milhões.
Em parte por causa do crescimento da banda larga, a receita da Cisco na América Latina tem avançado a uma velocidade acima da média da empresa no resto do mundo. No ano fiscal encerrado em julho de 2008, a receita da Cisco registrou um crescimento mundial próximo a 9%, enquanto na América Latina o aumento foi de 30%. No Brasil especificamente, a receita subiu entre 40% e 50% no mesmo período. Não é à toa que entre os cinco países considerados como prioridades mundiais para Cisco estão Brasil e México, ao lado de China, Rússia e Índia.
Crise
Questionado sobre os impactos da crise econômica para os negócios da Cisco na região, Vallés respondeu que enxerga a atual conjuntura como uma oportunidade. Ele entende que as empresas cada vez mais precisarão investir em TI e telecomunicações para reduzir seus custos e isso pode significar mais negócios para empresas como a Cisco. Como exemplo, ele citou as soluções de tele-presença, que renderam para a própria Cisco uma redução de US$ 240 milhões por ano em despesas com viagens e hotéis.

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