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Pressão por energia limpa chegou aos provedores regionais, afirma WDC Networks

Além dos grandes grupos de telecom, os provedores regionais também serão pressionados em 2022 para a adoção de energia limpa em suas operações. A avaliação é da WDC Networks, que vê a consolidação no segmento e a necessidade de redução de custos como impulsionadores.

CEO da fornecedora de equipamentos, Vanderlei Rigatieri afirmou a TELETIME que celebrou contratos recentes com provedores médios para construção de usinas de energia solar no ano que vem. No entanto, a maior parte da categoria ainda não teria “acordado” para a pauta, em cenário que pode estar prestes a mudar.

Uma das razões seria o forte ritmo de consolidação entre provedores regionais, com operações maiores adquirindo menores; o movimento, segundo Rigatieri, vai motivar esforços de regularização de redes e ativos. No mesmo sentido estaria a busca por eficiência operacional e redução de custos entre os ISPs.

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“Temos inflação alta e custos aumentando, mas o tíquete médio da banda larga fixa está caindo. Isso vai afunilando e na hora de melhorar o custo, uma das coisas importantes a se fazer passa por energia elétrica”, apontou o executivo da WDC, citando pontos de presença (POPs) de provedores como infraestrutura hoje “precária” em muitas operações regionais.

“Tudo vai pressionar [para a adoção] e por isso estamos investindo em energia limpa. Desde as grandes operadoras, que querem colocar painéis solares até nas torres de celular, vai ter um movimento de pressão ecológica e ESG que vai pegar depois os provedores”, afirmou.

A WDC Networks ampliou a aposta no segmento em outubro, quando anunciou parceria com a Huawei para ofertar no Brasil produtos de eficiência energética (Digital Power) da fornecedora chinesa. O acordo inclui equipamentos como data centers modulares, controle inteligente de temperatura e energia, baterias de lítio e sistemas híbridos.

Evolução

Com capital aberto desde julho, a WDC também está testando inovações no modelo de locação de equipamentos de telecom para provedores regionais. “O nosso modelo foi fundamental para os grandes provedores ficarem grandes. O que estamos vendo é como vamos avançar”, afirmou Rigatieri.

“Agora também construímos a rede para o provedor, com nossa capacidade de engenharia e financeira. É como se fosse um built-to-suit, mas com a rede sendo do provedor”, completou o executivo. Para Rigatieri, a opção faz mais sentido que a adoção de redes neutras que “podem ser compartilhadas com dez concorrentes”.

Cético a respeito do modelo, o executivo da WDC projetou efeito nos preços da banda larga fixa como reflexo da introdução das alternativas neutras. “Com uma rede no mesmo lugar vendida para vários provedores, o que ele vai fazer para se diferenciar? Preço. A chance de guerra de preço e de canibalização é muito grande”, aposta Rigatieri.

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