Vivo quer assumir Telemig no primeiro trimestre de 2008

O presidente da Vivo, Roberto Lima, afirmou nesta quinta-feira, 13, que espera que a compra da Telemig Celular seja aprovada pelo Cade no primeiro trimestre do ano que vem. A partir da aprovação do órgão de defesa da concorrência, a Vivo tem o sinal verde para assumir a gestão da operadora mineira. Com relação à Amazônia Celular, a Vivo apresentou à Anatel uma proposta de solução para a sobreposição de licenças e pediu a extensão do prazo para 18 meses. O prazo original é de seis meses. Roberto Lima não disse, no entanto, qual era essa proposta. ?Está na Anatel?, respondeu. Roberto Lima afirmou também que espera que a Anatel libere no primeiro trimestre de 2008 as licenças de uso da faixa de 1,9 GHz para completar sua atuação no Nordeste. A liberação destas freqüências, adquiridas no chamado leilão de sobras, está vinculada à finalização do leilão de terceira geração. Apesar disso, a Vivo já começou a contratação de pessoal e a abertura de filiais na região.
Com relação à VU-M, cuja redução foi defendida na última quarta-feira, 12, pela Telefônica (que tem 50% da Vivo), Lima disse que as operadoras móveis estão crescendo porque estão investindo e não porque estão sendo financiadas pelas fixas através da VU-M, como elas argumentam. Segundo ele, o modelo foi montado desta forma e é impossível alterar apenas um dos aspectos. "Tem que repensar todo o modelo".
Sobre o leilão de 3G, Lima não disse expressamente quais os lotes que a empresa apresentou proposta, mas deixou escapar que ?o que interessa é a banda J, que é contígua à banda L?. A Vivo tem preferência para adquirir a banda J no leilão de 3G porque comprou a banda L no leilão de sobras. Como as faixas são contíguas é interessante que a mesma empresa detenha as duas, assim fica mais fácil administrar problemas de interferência.

Pesquisa

A expectativa da Vivo é que o Brasil termine o ano com 120 milhões de acessos móveis, sendo que 54% dos donos dessas linhas são mulheres. Em 2002, segundo pesquisa da operadora, elas representavam apenas 43% do total de clientes. O estudo identificou também que, entre as mulheres, a maioria das clientes está na faixa entre 19 e 32 anos (36%). Dentre as 36 milhões de mulheres que ainda não tem telefone celular, 14,3% pretende adquirir um. Um terço dessas mulheres que ainda não tem aparelho celular estão na faixa com mais de 51 anos.

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