Algar Telecom registra crescimento de 7,4% na receita líquida

A Algar Telecom mostrou crescimento nas receitas no terceiro trimestre deste ano, de acordo com o balanço financeiro da empresa divulgado nesta quarta, 13. O destaque foi para o aumento das receitas em dados na banda larga fixa e móvel e no segmento de TV por assinatura. Entretanto, a empresa reclama que as operações móveis foram afetadas pelas novas regras de interconexão.

A empresa registrou no terceiro trimestre uma receita bruta de R$ 621,4 milhões, crescimento de 8,2% em relação ao 3T12. No acumulado do ano foram R$ 1,807 bilhão, alta de 5,6%. A receita líquida fechou o trimestre em R$ 479,5 milhões (7,4% a mais), e R$ 1,393 bilhão (crescimento de 4,5%) no acumulado dos nove meses do ano.

Somente considerando os serviços de telecom, foram R$ 480,2 milhões no trimestre (alta de 7,7%), sendo que R$ 394 milhões foram dos negócios fixos. Grande responsável por isso foi o crescimento de 10,8% em dados, totalizando R$ 223,9 milhões, embora o aumento maior (52,1%) seja da área de TV por assinatura, que fechou setembro com R$ 31,1 milhões em receitas.

O negócio móvel somou R$ 86,2 milhões no período, alta de 9,3%. Destaque para a queda de 53,5% nas receitas de interconexão, finalizando o período com R$ 6,4 milhões. A Algar justifica essa queda com a nova metodologia da Anatel para a cobrança do tráfego móvel local pelo Plano Geral de Metas e Competição (PGMC) e a redução da VU-M em abril. O recuo foi compensado pela alta de 44,5% nas receitas com banda larga móvel, totalizando R$ 11,1 milhões.

Praticamente estável

A Algar Telecom registrou EBITDA de R$ 121,8 milhões no trimestre, avanço de 4,6%. A margem EBTIDA diminuiu um ponto percentual "decorrente da desmobilização de um dos contratos do negócio de engenharia de telecomunicações", ficando em 25% no período. No acumulado do ano, o EBTIDA ficou em R$ 339,3 milhões, crescimento de 9,2%, e a margem aumentou de 23% para 24%. O lucro líquido foi de R$ 39,7 milhões, cerca de R$ 400 mil a mais (ou 1,02%). Nos nove meses, o lucro líquido teve queda de 1,7% e somou R$ 136,6 milhões.

A operadora afirma ter investido R$ 106,8 milhões, crescimento de 6,48%. A maior parte do Capex (63%) foi destinada à expansão das redes, como a implantação da fibra até as residências (FTTH) em substituição à rede metálica. No período houve crescimento de 19,3% na base de Unidades Geradoras de Receitas (UGR), sendo 27,8% na telefonia móvel.

A dívida bruta da Algar até setembro era de R$ 959,3 milhões, 3,7% superior ao registrado no final de 2012. A dívida líquida ficou em R$ 877,2 milhões, 18,8% superior. A companhia alega que o menor nível de caixa, oriundo de emissão de debêntures e liberações realizadas pelo BNDES e o BDMG, foi utilizado para financiar investimentos. A relação de dívida líquida/EBITDA foi de 1,8x.

Dados operacionais

A companhia registrou 362 mil acessos de banda larga fixa, avanço de 13,6%. A TV por assinatura cresceu 18,5% e chegou a 129 mil domicílios. A telefonia fixa chegou a 1,175 milhão de acessos, crescimento de 13,1%.

A telefonia móvel somou 875 mil, um acréscimo de 27,8% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. A companhia alega que é reflexo de planos "mais competitivos", principalmente no segmento pré-pago, no qual a companhia contou com crescimento de 39,8% e chegou a 657 mil assinaturas (75% da base total). Os acessos 3G cresceram 48,5% e fecharam o período com 122 mil conexões.

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