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5G: radiodifusão promete acelerar trabalhos antes de criação do Gaispi

Para o setor de radiodifusão, é possível construir “consensos” sobre o processo de limpeza do 3,5 GHz para o 5G mesmo antes da constituição formal do Gaispi, o grupo que vai coordenar as atividades após o leilão de espectro marcado para dia 4 de novembro.

A sinalização de pressa com as atividades foi realizada por Abert e Abratel durante debate realizado nesta quarta-feira, 13, dentro do SET Experience. Presente na conversa, o conselheiro da Anatel, Carlos Baigorri, estimou que o Gaispi (ou Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na faixa de 3.625 a 3.700 MHz) deve ser constituído em dezembro, após o leilão de 5G e a assinatura dos termos pelas vencedoras.

“[Mas] não vamos esperar até dezembro para se debruçar sobre o que cabe à radiodifusão”, adiantou o diretor-geral da Abratel, Samir Nobre. “Tudo aquilo que pudermos antecipar é fundamental e será bem-vindo”, completou o diretor de tecnologia da Abert, Luiz Carlos Abrahão.

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Para as entidades, entre os aspectos passíveis de adiantamento estaria a escolha do satélite (ou satélites) na banda Ku para onde os sinais de TVRO serão migrados após saída da banda C. Outro ponto seria a definição de subgrupos temáticos que nortearão as atividades do Gaispi.

Neste sentido, tanto Abratel quanto Abert defenderam que o segmento chegue ao grupo já com “consensos” formados, acelerando o processo de limpeza. O Gaispi também contará com representantes das operadoras de telecom vencedores do leilão de 3,5 GHz, da Anatel e do governo federal.

Além da migração dos sinais de TVRO da banda C para a Ku, a distribuição de kits novos para famílias de baixa renda que dependem da TVRO também terá coordenação do grupo, bem como a eventual antecipação do 3,5 GHz (e, consequentemente, do 5G) em determinadas localidades.

Dessa forma, as radiodifusoras não diminuíram a complexidade do processo. Nobre, da Abratel, lembrou que 2 milhões de beneficiários do Auxílio Brasil devem ser incluídos na lista de comtemplados com kits, ao passo que Abrahão, da Abert, apontou que a falta de insumos na indústria de equipamentos seria um risco que foge da alçada das emissoras.

Desafio

Pela Anatel, Carlos Baigorri lembrou que a migração será custeada com recursos do leilão para permitir que famílias que hoje utilizam TVRO via banda C continuem tendo acesso à radiodifusão pública e aberta. O conselheiro classificou o processo como desafiador, mas com prazos factíveis.

Já o secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações (MCom), Artur Coimbra, lembrou que experiência análoga no processo de digitalização da TV (com limpeza do 700 MHz para o 4G) deve facilitar a interação entre governo, operadoras e radiodifusoras. Coimbra também apontou que trabalhos antes da criação formal do Gaispi devem ser benéficos para acelerar o processo.

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