Laboratórios e certificadores se adaptam para validar 5G no Brasil

Com a expectativa de o edital do leilão do 5G ser aprovado pelo TCU próxima semana, a Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade afirma  que laboratórios e certificadoras credenciadas na agência já estão se preparando para a tecnologia. Essas entidades estão promovendo capacitação para testar e avaliar itens como compatibilidade eletromagnética, segurança elétrica e características na emissão de rádio frequência que possam ser absorvidas pelo corpo humano durante a utilização do dispositivo móvel.

Segundo a Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac), é importante ter laboratórios capacitados no País, de acordo com a realidade local. Atualmente há três laboratórios nacionais acreditados para os ensaios e 17 organismos de certificação designados (OCDs), que já atuavam com 4G, para realizar a certificação no 5G, conforme as regras aprovadas pela Anatel, conforme requisitos decididos pelo conselho diretor em junho de 2020, nos atos 3151 e 3152

"É importante termos no país laboratórios capacitados e aptos para testar novas tecnologias conforme a realidade brasileira. Temos, por exemplo, um ambiente eletromagnético único, com alta incidência de raios, e essa existência é considerada no cenário de testes exigidos no Brasil", declarou em comunicado enviado ao TELETIME o vice-presidente de Telecomunicações da Abrac, Jose Eduardo Bertuzzo.

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Para realizar o processo de certificação de aparelhos, o fabricante seleciona um OCD e fornece informações técnicas sobre o produto analisado para que os padrões e ensaios aplicáveis sejam determinados. A partir desse ponto, explica a Abrac, escolhe-se um laboratório que fará os testes, executa ensaios e produz um relatório, que é analisado pela certificadora. Caso o resultado seja positivo, o produto é cadastrado na Anatel, que então analisa e emite o certificado de homologação para liberar a comercialização.

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