Huawei começa a fabricar smartphones no Brasil

A Huawei é a mais nova fabricante a produzir handsets no Brasil. A companhia chinesa anunciou nesta terça-feira, 13, o início da produção de smartphones em parceria com a Compal Electronics em sua planta na cidade de Jundiaí, interior paulista. O primeiro modelo é o Ascend G510, um handset de médio preço com Android. A companhia vai anunciar mais produtos até dezembro.

De acordo com o CEO da Huawei no Brasil, Veni Shone, o investimento para a produção local dos handsets é de R$ 5 milhões até 2014, com previsão de produção de 100 mil unidades do G510 exclusivamente para abastecimento do mercado brasileiro. “Francamente falando, estamos apenas com o Brasil porque a capacidade pode não ser suficiente para o fornecimento regional”, diz Shone. Além disso, o executivo afirma que a produção local pode ser ampliada dependendo da demanda. Ainda assim, ele não descarta uma possível exportação para países vizinhos na América do Sul. “Por que não? Estamos ainda em negociação, depende de nossos parceiros e em quanto tempo conseguiríamos atender à demanda.”

Por enquanto, a planta estará dedicada ao G510, mas até o final do ano a Huawei deverá passar a fabricar outros handsets. “É uma produção, não apenas montagem. Estamos vendo muitos novos modelos, estamos vendo as especificações técnicas e certificações para fazer mais telefones”, declarou o CEO. A produção conta com processo produtivo básico (PPB), o que traria uma desoneração de 15% a 20%. Por enquanto, os planos da companhia chinesa no Brasil só envolvem smartphones 3G, mas ela não descarta a possibilidade de dispositivos 4G, talvez ainda este ano.

Parte dos recursos de pesquisa dos laboratórios da Huawei no Brasil também passará a atender à nova divisão de negócios. A empresa espera implementar desenvolvimento local especialmente para a interface Emotion UI, que é sobreposta ao sistema operacional Android nos equipamentos. Outra iniciativa, não inclusa no orçamento (e de valor não divulgado), é a de implementação de mais três centros de assistência técnica no País durante o terceiro trimestre do ano (na Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro), somando aos outros três em São Paulo e no Rio Grande do Sul.

A empresa reconhece que o momento econômico do País não é tão positivo quanto nos últimos anos, mas afirma que, como fornecedora de rede para as operadoras, observa um crescimento no consumo de dados e, por isso, acompanha a tendência de o consumidor trocar os feature phones por smartphones. “Estamos aqui não por pouco tempo, por isso que começamos a produção local. Estamos olhando para o longo prazo e achamos que é o momento certo”, disse Veni Shone.

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