TV paga tem mais de 100 mil assinantes HD; Brasil lidera digitalização na América Latina

A alta definição é um caminho sem volta para a TV por assinatura. A base de televisores capazes de exibir conteúdo HD é crescente e, por consequência, a demanda por conteúdo adequado. Conforme apurou este noticiário, o Brasil tem mais de 100 mil assinantes de serviço de TV paga em alta definição. Destes, cerca de 60 mil estão na Sky, a operadora que vem investindo mais recursos na divulgação do serviço. A Net Serviços, a primeira a lançar pacotes HD, conta com aproximadamente 40 mil assinantes. Este noticiário apurou junto a fonte na operadora que a Net vem aumentando sua base em quase 10 mil assinantes ao mês. Em um painel que reuniu operadores e programadores para debater alta definição nesta quinta, 13, o último dia da ABTA 2009, Eduardo Aspesi, diretor de marketing da Net, afirmou que as vendas do serviço cresceram 50% após a campanha da concorrente.
Rômulo Pontual, vice-presidente e CTO da DirecTV nos Estados Unidos, apresentou uma perspectiva de vendas do serviço no Brasil. Segundo ele, até o fim do ano devem existir 150 mil assinantes HDTV. Até a Copa do Mundo, que acontece em meados de 2010, devem ser 300 mil assinantes. Até o fim de 2010, o executivo calcula que devem ser 400 mil assinantes.
Fernando Ramos, diretor da Net Brasil, calcula que existem cerca de 5 milhões de televisores (telas) capazes de exibir imagens em alta definição no Brasil. Segundo ele, até dezembro de 2008, havia 3,8 milhões de aparelhos. Outros 300 mil são vendidos, em média, todos os meses.

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Programação
A programação é apontada como uma nova oportunidade. Segundo Pontual, aqueles que saírem na frente conquistarão a simpatia do assinante. No debate da ABTA 2009, Paulo Saad, vice-presidente do Grupo Bandeirantes, foi o único a fazer ressalvas à transição para a alta definição. O afirmou que a alta definição traz mais custos e que, no fundo, trata-se de um produto para ser trabalhado com o público atual da TV por assinatura. "Ter uma base de 13 milhões ao invés de 6,5 milhões de assinantes seria mais interessante", disse. Contudo, disse a este noticiário que o grupo vem investindo para disponibilizar conteúdo HD. O BandSports terá cobertura em alta definição da Copa do Mundo, disse. Além disso, o BandNews também deve se tornar HD até o final deste ano.
Foi consenso entre os presentes que os investimentos agora vão apenas para o HD. Segundo Antônio Barreto, presidente da DLA, o conteúdo SD já está estabelecido. "Não precisamos mais defender o produto", disse. Fernando Medin, diretor da Discovery Networks, concorda, mas alerta que os canais existentes continuarão por algum tempo, e continuarão recebendo investimentos. "Não podemos abandonar a realidade do mercado", disse Gustavo Grossman, vice-presidente executivo da HBO. Mas ainda concordando que não há espaço para novos canais SD. "O HD não é conflitante com o SD", disse Fernando Ramos, da Net Brasil. Para ele, esse é o momento de se trabalhar na criação de pacotes de programação. No futuro, "chegará a fase do lançamento de versões HD dos canais já existentes em SD".
Operação
Medin, da Discovery, lembrou que o Brasil está na dianteira na alta definição na América Latina. Mesmo no México, disse, não há muito esforços neste sentido. "As operadoras brasileiras são as que estão conduzindo o HD na América Latina", disse. Pontual, em resposta à declaração de Saad, disse que a alta definição é um oportunidade de aumento de rentabilidade, mas também da base. A DirecTV dos Estados Unidos, vale destacar, liderou na implantação da alta definição no país, contando hoje com 10 milhões de assinantes do serviço. "Se o consumidor gosta, há rentabilidade", disse. "É um erro ficar tentando descobrir como se para o trem. É melhor aprender logo a dirigir o trem", completou.
Aspesi, da Net, concorda que o serviço pode trazer novas receitas. "Nossa estratégia é aumentar o Arpu junto aos assinantes da classe A", disse.

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