Mobile contribui com mais de US$ 1 trilhão para economia asiática em 2014

A indústria móvel colaborou com mais de US$ 1,1 trilhão para a economia da região Ásia-Pacífico em 2014, em sua maior parte acelerada pelo crescimento da rede banda larga da Internet móvel e pela penetração de smartphones no mercado.

Segundo o documento "The Mobile Economy: Asia Pacific 2015" da GSMA publicado nesta segunda-feira, 13, a quantia equivale a 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) da região, sendo um quarto dessa parcela gerada por operadoras móveis. A estimativa da associação é: a parcela deve chegar a US$ 1,8 trilhão até 2020, algo em torno de 5,8% do PIB na Ásia Pacífico.

Mais de 12,5 milhões de pessoas são empregadas direta ou indiretamente pelo ecossistema mobile na região asiática. Em cinco anos esse número deve alcançar 15 milhões de cidadãos.

Conectividade asiática

O estudo ainda revela que a região Ásia-Pacífico possui metade dos assinantes móveis únicos (um único usuário pode ter várias múltiplos acessos) e de conexões móveis (dispositivos com cartão de operadora SIM) do mundo. Esse setor deve continuar crescendo nos próximos cinco anos, com a adição de 600 milhões de usuários até 2020.

A média de crescimento na região é de 5%. Em comparação, a média mundial é 4%. No final do primeiro trimestre de 2015 foram registrados 1,8 bilhão de assinantes únicos móveis, algo que representaria 45% da população da Ásia-Pacífico.

As conexões móveis chegaram a 3,7 bilhões, sendo que o 4G possui 9% dessa fatia de mercado e pode chegar a um terço do total até 2020.

Smartphone da China

Outro relatório publicado pela GSMA nesta segunda-feira revela que a adoção de smartphones na China alcançou 62% no primeiro trimestre de 2015, uma quantia acima do mercado europeu (55%) e próximo de atingir dois terços das conexões móveis chinesas até o fim do ano. Ao todo, o país atingiu 1,3 bilhão de conexões móveis no período.

Em parte, o crescimento deste setor é devido à entrada de novos smartphones com conexão 4G – acelerando a migração do 3G para o LTE. Dessas conexões, 805 milhões são oriundas dos smartphones (62%) e devem chegar a 913 milhões (68%) até 2020. Sobre os assinantes móveis únicos, a China atingiu 672 milhões no primeiro trimestre de 2015 (48% da população local).

Outro fator: os fabricantes de smartphones da China viram no 4G uma oportunidade de crescimento, 70% dos aparelhos novos de fabricantes como Huawei, Lenovo e Xiaomi possuem 4G, ante 40% dos rivais do exterior. O preço dos dispositivos ajuda neste crescimento, uma média de 935 yuans (US$ 150 na cotação atual) para os chineses contra 1.765 yuans dos estrangeiros. E a diferença entre aparelhos 4G chineses contra seus concorrentes de fora é de 375 yuans.

China lidera no IoT

As conexões machine-to-machine (M2M) colocaram a China como o país líder no desenvolvimento da Internet das Coisas (IoT). No terceiro relatório desta segunda-feira, a GSMA aponta que o país atingiu 74 milhões de conexões M2M.

Os motivos para o crescimento são o uso contínuo de múltiplos dispositivos móveis, wearables e o apoio do governo às iniciativas de desenvolvimento regulatório, pesquisa e desenvolvimento, além de projetos-piloto de cidades inteligentes em Pequim, Guangzhou (também conhecida como Cantão), Hangzhou e Xangai.

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