CPqD diversifica clientes para compensar perdas com telecom

Penalizada pela paralisação dos investimentos em telecomunicações, a fundação CPqD procura ampliar sua atuação para o exterior e para outras áreas, a fim de evitar novas quedas de faturamento. A fundação reduziu seu efetivo nos últimos 15 dias, de 1030 para 920 funcionários. De acordo com seu diretor administrativo, Jorge Bertolino Filho, uma nova avaliação está sendo conduzida para decidir, em cerca de um mês, se novas demissões serão feitas. O faturamento da fundação deve cair dos R$ 210 milhões obtidos em 2001 para R$ 170 milhões este ano. ?Esperávamos inicialmente que este valor ficasse em R$ 200 milhões, mas tivemos de rever as previsões?, comenta. Criado como o centro de pesquisa do antigo sistema Telebrás, o CPQD conseguiu renovar contratos com todas as concessionárias privatizadas. Mas, segundo o diretor administrativo, tais contratos envolvem atendimento sob demanda e a procura pelos serviços da fundação vem sendo menor do que o esperado. Fora os contratos, a fundação obtém 20% de sua receita com recursos do Fundo de Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), obrigatoriamente destinados a pesquisa e desenvolvimento, e 5% com royalties. O CPqD tenta compensar as perdas com as teles abrindo mercado para seus sotwares e serviços em áreas como distribuição de energia elétrica e saneamento. Nesta linha, a fundação já assinou contratos para projetos de pesquisa e desenvolvimento com a CPFL, em S. Paulo, e com a CELG, em Goiás. Outra medida é a intensificação de contatos nos demais países da América Latina e Estados Unidos.

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