Complexidade das redes 5G demandará antenas celulares mais eficientes

As redes celulares estão cada vez mais complexas, operando com múltiplas frequências ao mesmo tempo. E isso tende a aumentar ainda mais na próxima geração de telefonia móvel, a 5G, na qual faixas em baixa e altíssima frequência, chegando perto de 100 GHz, conviverão na mesma rede. Para se ter uma ideia, a faixa mais alta usada para acesso pelas teles brasileiras hoje é a de 2,6 GHz, nas redes 4G. Como consequência, as antenas usadas nas torres precisam evoluir, ficando menores e mais eficientes. A Huawei possui um centro de pesquisas na Europa dedicado especificamente para o desenvolvimento de antenas. A chinesa fabrica antenas não apenas para as suas torres, mas também para serem acopladas às estações radiobase de terceiros, a partir de encomendas feitas pelas teles. A empresa afirma ser a segunda maior fabricante de antenas celulares do mundo e quer conquistar o primeiro lugar nos próximos anos.

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"A antena é o elemento menos estimado de uma rede móvel. Otimizam o core, a estação radiobase, mas não as antenas. Porém, isso está mudando. Parar tirar o máximo de performance de um site, são necessárias antenas eficientes e robustas", comenta Stefan Feuchtinger, vice-presidente do centro de pesquisas europeu e da unidade de negócios de antenas da Huawei. O executivo esteve na semana passada no Brasil por conta do evento LTE Latin America e conversou com MOBILE TIME.

Para atender a essa multiplicidade de frequências em uma mesma rede, a Huawei tem criado antenas capazes de trabalhar com várias faixas simultaneamente. Uma das tecnologias aplicadas é a de "splitbeam", que divide o sinal de uma mesma antena em duas faixas. Estão sendo criados modelos para mercados específicos, com as frequências mais usadas em cada um. Uma antena multibanda foi lançada na semana passada para o Brasil, por exemplo.

"Não dá para botar uma antena para cada banda porque ficaria feio na torre. Há restrições contra a poluição visual em várias cidades. Geralmente há uma ou duas antenas por setor, logo, três a seis por site", comenta. Por isso é fundamental investir mais em pesquisa e desenvolvimento para esse elemento da rede. No caso da Huawei, há 400 engenheiros dedicados ao assunto e 30 cientistas no centro de pesquisas. A mais nova criação, prometida para o terceiro trimestre, é uma antena capaz de trabalhar com uma frequência baixa, como 800 MHz, e duas altas, todas em um mesmo setor.

A Huawei trabalha com antenas feitas de fibra de vidro, plástico reforçado e alumínio. Elas precisam ser leves, mas robustas ao mesmo tempo, explica Feuchtinger.

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