Brasil pode receber até 1 milhão de usuários móveis internacionais na Copa

Além de escalonar suas redes para atender à crescente demanda por dados móveis no País, que tem dobrado, em média, a cada ano, as teles brasileiras têm outra preocupação no que se refere aos grandes eventos esportivos a serem realizados por aqui: atender ao grande número de usuários móveis internacionais em roaming.

Para se ter uma ideia, durante a Copa do Mundo de 2014 o País pode receber entre 600 mil e 1 milhão de usuários internacionais em roaming de voz e dados móveis. A estimativa é da Syniverse, provedora de soluções de rede, serviços de mensagem, roaming e inteligência em tempo real e que atuou como intermediária nos acordos de roaming na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

“Esse volume é uma estimativa feita com base nos dados coletados durante a Copa África do Sul, que recebeu em um período de 60 dias 400 mil usuários únicos em roaming internacional; e o país é um destino turístico longe dos grandes centros e não tão procurado”, revela o vice-presidente sênior para Caribe e América Latina da Syniverse, Pablo Mlikota.

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O executivo estima ainda que, entre os 15 dias que antecedem a Copa do Mundo de 2014, os 30 dias de competição, e os 15 dias posteriores, os usuários internacionais em roaming devem gerar 300% a mais de pico de tráfego de dados móveis projetado para 2014.

“Além disso, as operadoras brasileiras estão se preparando também para oferecer serviços a usuários pré-pagos em roaming internacional, já que esses usuários respondem por 85% da base total da América Latina, e são esperados muitos visitantes da Argentina, Paraguai, Uruguai e Colômbia durante a Copa”, acrescenta Mlikota.

Meio de campo

A Syniverse está fazendo o meio de campo de acordos de roaming entre as quatro maiores teles móveis brasileiras e as principais operadoras internacionais. Tal intermediação pode trazer um ganho de tempo para as operadoras brasileiras no estabelecimento dos acordos de roaming. Isso porque além da questão da definição das tarifas a serem cobradas pelo uso de cada lado das redes, é preciso ainda uma bateria de testes, homologação e certificação na interconexão direta entre as redes das operadoras.

No caso da Syniverse, a empresa tem uma rede IP global, chamada IPX, que já interconecta 80 operadoras em todo o mundo, 25 das quais na América Latina. A Syniverse ganha um valor fixo por mês da operadora para que esta se conecte à rede IPX e ainda um valor transacional por usuário em roaming utilizando a plataforma.

Segundo Mlikota, as negociações com as operadoras brasileiras começaram em outubro do ano passado e “avançam dentro do esperado”.

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