Para Vivo, frequências e expansão da rede de transporte IP são fundamentais ao crescimento

Ao falar na abertura do 1º Seminário TELETIME Tecnologias de Rede, realizado nesta terça-feira, 13, em São Paulo, o CTO de Tecnologia de Redes da Vivo, Javier Rodrigues Garcia, reiterou a preocupação que a operadora tem com a falta de espectro para a rede de acesso no Brasil, onde as operadoras operam com cerca de 55 MHz de banda. Ele ressaltou que com o crescimento da banda larga móvel, planejar as redes no longo prazo é fundamental, mas que esta limitação de espectro é um elemento complicador.
Mas a operadora espera contornar as pressões que a rede sofrerá com outras medidas, como a otimização do tráfego Web por meio de armazenamento (cache) na própria rede de alguns conteúdos, o que permite uma economia de até 30% no tráfego. Ainda assim, disse Javier Rodrigues, "a demanda do tráfego de dados exigirá a renovação e construção de uma grande rede de transporte, estratégica para manter os custos, qualidade e manter o crescimento".
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Em termos de tecnologia da rede, a Vivo partiu para a implementação de uma rede totalmente IP baseada em fibras e rádios digitais.
Javier Rodrigues revelou que a tecnologia HSPA+ já foi implantada em 60% do acesso 3G da operadora (cerca de 700 cidades), com throughput de 5,7 Mbps (uplink) e 21 Mbps (downlink), e essa implementação deve se expandir este ano e no próximo. "Em 2011 devemos implantar redes de até 42 Mbps (downlink)", antecipa.
Segundo o executivo, a expectativa da Vivo é que a partir do próximo ano a rede CDMA complete o seu ciclo e possa ser desligada completamente, "mas isso depende do número de usuários que ainda teremos na tecnologia", diz. Além disso, no roadmap da operadora, o LTE não aparece até pelo menos 2015 com implementação comercial.

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