Sky investe em serviço pré-pago para manter crescimento

As principais estratégias para crescimento da base e redução do churn da Sky nos próximos anos são o investimento no serviço de TV pré-pago no Brasil, empacotamentos mais adequados à classe C, ampliação da capacidade satelital e um sistema de relacionamento com os clientes mais eficiente. Estes foram os pontos destacados em apresentação da DirecTV a investidores nesta quinta, 12, e disponibilizada no site da empresa. Segundo o presidente e CEO da companhia, Mike White, a DirecTV vem investindo na América Latina e a expectativa é que as operações da região atinjam, ou pelo menos se aproximem do auto-financiamento no próximo ano e sejam capazes de ampliar substancialmente seus fluxos de caixa até 2016. Ainda segundo White, o serviço de banda larga fixa wireless da DirecTV Latin America (DTVLA) deve atingir entre 5 e 8 milhões de lares até o final do próximo ano, incluindo Argentina, Brasil, Peru e Colômbia.

Segundo Bruce Churchill, presidente da DTVLA, a Sky deve fechar o ano com uma receita de US$ 3,7 bilhões e base de 5,4 milhões de assinantes. Ele destacou o espaço para crescimento no país, lembrando que a penetração da TV por assinatura está em 29% e a participação da Sky no mercado deve fechar o ano em 30%.

O presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista, apontou qual será a principal estratégia de crescimento da operadora no curto-prazo: a venda do serviço pré-pago. Segundo ele, muitos clientes são recusados pela operadora na análise de crédito, para manter o churn da operadora. No sistema pré-pago, explica, boa parte destes assinantes potenciais podem ser convertidos em clientes.

A Sky tem hoje em sua base, conta Baptista, 1,5 milhões de usuários do Sky Livre, serviço que não cobra assinatura, pois não conta com canais pagos. Segundo o principal executivo da operadora no Brasil, esta base nunca foi reportada pela operadora, pois não gera receita. Mas o número é o mesmo divulgado pela empresa no último investor day, há um ano.  A Sky já oferece um modelo pré-pago, exclusivo à base do Sky Livre, que é o Sky Livre Recarga, através do qual é possível pagar por um pacote de canais por um determinado período.

O novo serviço apresentado pelo executivo, e que já está disponível desde o terceiro trimestre, é o Sky Livre Turbo. Assim como no Sky Livre, nesse modelo o assinante paga pelo equipamento. No entanto, nesse caso, o valor da assinatura anual está inclusa no preço, cobrado em 12 vezes de R$ 44,90 no cartão de crédito. Ao final do período de um ano a Sky garante condições especiais para a assinatura de algum pacote da operadora. O equipamento, que é de propriedade do assinante, é de reuso e tem um ano de garantia.

HD

A Sky também está investindo na ampliação da capacidade satelital. Até 2016, quando será lançado um novo satélite, a capacidade deve ampliada em 10 vezes. Até lá, diz Baptista, não deve ser lançado um número muito expressivo de canais em HD no Brasil, não comprometendo, portanto, a capacidade competitiva da operadora. Até o final do ano, afirmou o executivo, a Sky deve ter aproximadamente 1,8 milhão de assinantes HD.

Também está para ser implementado um novo sistema de atendimento ao assinante no Brasil, que, com a abertura de novos sites de call Center fora de São Paulo, deve melhorar o atendimento da Sky.

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