Migração de canais de TV para a banda Ku só será subsidiada onde não houver sinal digital terrestre

Foto: Pixabay

Uma das questões críticas que o conselho diretor da Anatel ainda terá que decidir sobre o edital de 5G diz respeito à solução que será dada para o problema de interferências das transmissões de 5G na faixa de 3,5 GHz e a recepção dos sinais de TV aberta via satélite. O texto do edital definitivo, que chegou esta semana ao conselho, deixa os dois caminhos abertos ao conselho: a mitigação com o uso de filtros, como pedem as operadoras de telecomunicações alegando um custo substancialmente menor, e a migração dos canais de banda C para a banda Ku, como defendem os radiodifusores.

A proposta da área técnica, referendada pela Procuradoria Federal Especializada da Anatel, indica contudo algumas condições para a migração para a banda Ku. A primeira é que apenas os canais nacionais serão considerados, o que deverá ser indicado pelos próprios radiodifusores, caso esta opção prevaleça. Também só serão considerados os canais que estejam em um único satélite (a Anatel não fala, mas obviamente seria o StarOne C2, onde estão a maioria dos canais de TV aberta). Também caberá aos radiodifusores indicarem para qual satélite em banda Ku será feita a migração, podendo ser feita uma migração para mais de um satélite se não houver impacto no custo. A Anatel não está prevendo custo de instalação dos kits de banda Ku, que serão distribuídos a usuários de baixa renda do Cadastro Único apenas em localidades em que não haja recepção de TV digital terrestre (exceto áreas de sombra). Mas terão direito ao kit domicílios que eventualmente tenha serviço de TVRO, desde que sejam de baixa renda e não haja TV digital aberta terrestre disponível.

A agência calcula um período de pelo menos 18 meses até que a migração dos canais abertos para a banda Ku esteja concluído, mas isso não quer dizer que a faixa de 3,5 GHz não possa ser ativada antes. Isso poderá acontecer em qualquer localidade em que a TV aberta esteja disponível para recepção, pois a condição básica da política de migração é assegurar a recepção dos canais de TV.

Em relação ao modelo de mitigação por filtro para as parabólicas de banda C, como querem as teles, a Anatel não prevê a necessidade de subsídio para a instalação do kit, que ficaria por conta do usuário.

 

3 COMENTÁRIOS

  1. E como sempre sobra para a população arcar com essa despesas, acredito, que está na hora de quando fizerem mudanças, que afetam a população brasileira, deveriam tomar vergonha na cara, e começarem a arcarem com as despesas, pois que vai receber os lucros não vai ser esta mesma população brasileira.

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