BlackBerry considera oficialmente venda da empresa

A BlackBerry anunciou nesta segunda-feira, 12, que está aberta à possibilidade de vender a companhia. Em comunicado, a empresa confirmou a formação de um comitê especial criado pelo quadro de diretores da companhia canadense, com consultoria contratada pela JP Morgan, para avaliar essa e outras opções, que incluem joint-ventures, alianças, parcerias estratégicas e outras possíveis transações, como o fechamento de seu capital, para aumentar a escala e acelerar o desenvolvimento do seu sistema operacional BlackBerry 10 (BB10).

Após o comunicado, as ações da BlackBerry na bolsa de Nova York registraram crescimento. Até o momento da publicação desta nota, os papéis da canadense contavam com alta de 4,92%, chegando a US$ 10,26 – maior valor por ação desde junho deste ano. Durante a semana, rumores apontavam para um possível fechamento de capital, o que já havia provocado altas no mercado.

Apesar de nenhum acordo estar fechado ainda, a decisão pode trazer boas alternativas para a empresa canadense, que teve seus últimos resultados abaixo do esperado pelo mercado e ainda luta com a forte concorrência da Samsung e da Apple na área de smartphones e sistemas operacionais. Tido como a salvação da companhia, o lançamento do BB10 não obteve o resultado esperado nas vendas.

Assim que o comitê foi criado, Prem Watsa, chairman e CEO da Fairfax Financial, maior acionista da BlackBerry, decidiu sair do quadro de diretores para evitar qualquer tipo de conflito de interesse que possa surgir. Em comunicado, Watsa disse que "continua a apoiar a empresa, o conselho de diretores e a gerência durante esse processo e a Fairfax Financial não tem nenhuma intenção de vender suas ações no momento".

Segundo o presidente e CEO da BlackBerry, Thorsten Heins, a empresa ainda vê oportunidades em longo prazo para o BlackBerry 10 e, enquanto o comitê especial focar em explorar outras alternativas, a companhia continuará com a estratégia de reduzir custos, acelerar o BB10 e as vendas dos smartphones que usam o sistema, entre outros planos.

Não é a primeira vez que a BlackBerry considera alternativas para recuperar a saúde financeira. Em janeiro de 2012, a empresa, ainda com nome de Research In Motion (RIM), contratou a consultoria da Goldman Sachs para assessorá-la em uma possível operação de venda, que obviamente acabou não se concretizando. Rumores de mercado na época apontaram também para uma possível separação em duas áreas, uma dedicada para a hardware e outra para software. De qualquer forma, é possível que o comitê especial anunciado nesta segunda-feira possa acabar por decidir não vender a empresa, mas o fato é que o momento é muito mais delicado para a companhia.

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