"O nome do jogo é retorno sobre capital", diz Valim, da Oi

Em resposta à provocação dos presidentes das empresas Claro e Vivo que arremataram as faixa de 20 MHz + 20 MHz, o presidente da Oi, Francisco Valim, foi categórico: “O nome do jogo é retorno sobre o capital e a Oi acha que conseguiu o melhor retorno sobre o capital possível”, disse ele em clara referência ao preço elevado pago pelos concorrentes.

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A Vivo foi quem pagou o maior ágio, de 66,6%, pela banda X, que saiu por R$ 1,050 bilhão. A Claro também amargou mais de 30% de ágio pela banda W, que saiu por R$ 844,519 milhões. Ironicamente, esses ágios foram causados por disputa com a própria Oi, que chegou a oferecer R$ 1 bilhão pela faixa X. Se a Vivo não tivesse elevado sua proposta, a Oi teria arrematado a faixa por R$ 1 bilhão. A operadora acabou arrematando uma faixa de 10 MHz + 10 MHz por R$ 330,851 milhões.

Mais cedo, Antônio Carlos Valente, da Telefônica/Vivo, e Carlos Zenteno, da Claro, ressaltaram a importância de terem adquirido as bandas W e X, respectivamente. Valente, por exemplo, disse que a faixa de 20 MHz + 20 MHz é importante para quem deseja continuar “mantendo a liderança do mercado”. E Zenteno disse que com 20 MHz +20 MHz será possível oferecer maiores velocidades para os usuários.

Preço

Valim acrescenta também que o 4G será um serviço caro em razão da baixa escala dos equipamentos na faixa de 2,5 GHz. Segundo ele, fora do Brasil um smartphone 4G custa algo em torno de R$ 3 mil. E o plano de dados não sai por menos de US$ 60 por mês. “Esse é um produto caro porque a tecnologia está no início da sua curva de evolução”, disse ele. Segundo Valim, no início da prestação do serviço a Oi oferecerá o 4G apenas pelo minimodem justamente porque os smartphones ainda estão muito caros.

O vice-presidente de assuntos regulatórios da TIM, Mario Girassole, por outro lado, acredita que a entrada do Brasil possa trazer mais escala para os terminais o que barateará os preços. “Não é muito claro quanto é caro o terminal. A abertura do mercado brasileiro traz mais escala”, disse ele. Valente, da Telefônica, compartilha desta visão. Segundo ele, Brasil e Alemanha, que licitou em novembro a faixa de 2,5 GHz para 4G, serão os principais mercados impulsionadores que darão escala para terminais nessa frequência.

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