Vivo não tem pressa por banda larga fixa de 1 Gbps

Avançando a cobertura de fibra óptica até a residência (FTTH) e com 368 mil adições de banda larga na tecnologia registradas no primeiro trimestre, a Vivo não tem pressa para começar a oferecer pacotes de 1 Gbps à base de clientes.

Durante teleconferência sobre os resultados financeiros entre janeiro e março realizada nesta quarta-feira, 12, o CEO da operadora, Christian Gebara, foi provocado sobre o tema e defendeu uma abordagem mais "conservadora" e "racional" na precificação.

"Há custo adicional em oferecer velocidades tão altas para os clientes", afirmou Gebara. Ainda que a Internet de 1 Gbps esteja disponível para clientes corporativos da Vivo, a oferta de até 600 Mbps já atenderia a demanda da base residencial da operadora, na visão do executivo.

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O CEO nota que mesmo o recém-lançado pacote de 600 Mbps está sendo oferecido primeiro em mercado selecionados, onde clientes teriam maior propensão de contratar o serviço. "Estamos fazendo de forma bem pensada, segmentando a base e oferecendo para quem está disposto a pagar mais", explicou.

Entre janeiro e março, o faturamento da empresa com o FTTH cresceu 61% frente ao mesmo período do ano anterior e chegou a R$ 1,010 bilhão. A receita média mensal por usuário (ARPU) do segmento cresceu 16%, de R$ 82 no ano passado para R$ 95

Principal competidora da Vivo no segmento de fibra até a residência, a Oi lançou oferta de 1 Gbps em abril. Em São Paulo (mercado historicamente da Vivo por conta da concessão), a rival acabou de anunciar a entrada limitada a 500 Mbps, mas com preço agressivo.

Atividade

De forma geral, o Gebara também destacou a "forte atividade comercial" da Vivo no primeiro trimestre, mesmo com restrições de mobilidade por conta do covid-19 no fim de março e com o hiato no pagamento do auxílio emergencial. No intervalo, a receita da empresa se recuperou, com destaque para o segmento pré-pago além da fibra óptica.

4 COMENTÁRIOS

  1. Errinho aí na reportagem. "Entre janeiro e março, o faturamento da empresa com o FTTH cresceu 61% e chegou a R$ 1,010 bilhão."

    Na verdade o crescimento de 61,2% foi referente ao mesmo período de 2020 (1T20).
    O crescimento entre janeiro e março foi na verdade de 12,7%, crescendo de 896mi para 1,010bi.

  2. A Vivo é uma e empresa boa, mas em alguns aspectos deixa a desejar. Porque não substituir em todos os locais os cabos metálicos por fibra? Nestes locais as pessoas estão cancelando e optando por provedores locais que estão fibrando seus bairros. Enquanto a Vivo não acordar e manter sua base de clientes ela vai ter um crescimento bem mediano… Nestes locais tendo substituição, a fibra chama atenção, até a base de clientes iria aumentar, mas parece que a Vivo tem fobia de periferia…

    • Em muitos lugares onde a Vivo não chega com fibra é feita a venda por outras empresas que na verdade terceirizam a internet via fibra comprando uma banda gpon e revendendo entendeu. É ai O que é própria vivo ganha dinheiro apenas vendendo tecnologia digital e não tem gastos com funcionários próprios nem terceirizadas aumentando muito seu lucro Por que não precisa dar a manutenção técnica em campo.

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