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Oi volta a reduzir receitas totais, mas fibra levanta banda larga residencial

A receita da Oi voltou a cair no primeiro trimestre deste ano, conforme aponta o balanço financeiro da operadora divulgado no final da noite desta quarta-feira, 12. A empresa registrou receita líquida de R$ 4,453 bilhões entre janeiro e março, uma redução de 6,2% no comparativo com igual período de 2020. Mas a estratégia focada quase totalmente na fibra está começando a apresentar retorno.

Este é o primeiro balanço financeiro no qual a Oi passa a considerar os segmentos da Oi Móvel e da TV por assinatura via satélite (DTH) como “operações descontinuadas”, ainda que tenham gerado quase metade (49%) da receita total. No total, acumularam receita de R$ 2,181 bilhões, queda de 5,5%. 

Já a “Nova Oi”, que inclui basicamente os negócios de banda larga e telefonia fixa residencial e corporativo, mostrou queda de 7,4%, total de R$ 2,214 bilhões. 

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De acordo com a operadora, a expansão da fibra (FTTH) já impulsiona a virada do segmento residencial, que deixou de cair pela primeira vez “em muitos anos”. Essa área ficou estável no comparativo anual, apresentando R$ 1,311 bilhão em receitas nos primeiros três meses do ano, representando 29,4% do total. 

Esse crescimento da fibra é detalhado: a tecnologia foi responsável por uma receita líquida de R$ 560 milhões no período, aumento de quase três vezes (189,1%). Ainda não é superior ao cobre, contudo, que totalizou R$ 750 milhões (recuo de 32,8%) em receitas, dos quais R$ 509 milhões foram da telefonia fixa (queda de 28,1%) e R$ 241 milhões da banda larga xDSL (redução de 40,9%). A receita média por usuário (ARPU) da fibra foi de R$ 87, aumento de 2,4%. 

A unidade de negócios responsável pela redução nas receitas da Nova Oi foi o segmento corporativo (B2B). Esse segmento totalizou R$ 880 milhões no trimestre, uma queda de 16,6%. O B2B agora compõe 19,8% da receita total. Apenas a fibra para pequenas empresas, que acumulou R$ 31 milhões de receita no período, apresentou crescimento (de 183,8%).

Finanças

Também o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) de rotina caiu 25,7%, totalizando R$ 1,139 bilhão no trimestre. Apesar de a comparação ser com um período pré-pandemia, também houve redução sequencial no comparativo com o quarto trimestre de 2020. A margem EBITDA recuou 6,7 pontos percentuais e ficou em 25,6%. 

Ainda houve prejuízo líquido, de R$ 3,504 bilhões. Porém, a companhia reduziu quase pela metade (44,2%) o prejuízo registrado no começo do ano passado. 

Assim, a dívida líquida aumentou 38,8% e encerrou marco em R$ 25,172 bilhões. O caixa disponível caiu mais do que a metade (52%), e ficou em R$ 3,027 bilhões. 

O que aumentou no comparativo anual foram os investimentos. O Capex da Oi no primeiro trimestre deste ano foi de R$ 1,863 bilhão, um aumento de 3,9% comparado a igual período do ano passado. A maior parte (R$ 1,326 bilhão, avanço de 23,6%), naturalmente, foi para a fibra.

Operacional

A Oi encerrou março com um total de 53,801 milhões de unidades geradoras de receita, um avanço de 2,2%. Considerando a Nova Oi, houve queda de 3,9%, totalizando 14,091 milhões de UGRs. Dentro desse segmento, até mesmo o residencial apresentou queda (3,3%), ficando em 10,402 milhões de contratos; enquanto os acessos B2B somaram 3,546 milhões de unidades, recuo de 5,4%. 

Considerando o segmento residencial, a fibra mostrou avanço de 173,6%, totalizando 4,663 milhões de UGRs. Já o cobre caiu 36,6% e encerrou o trimestre em 5,739 milhões de unidades, das quais 1,869 milhão de Internet xDSL (recuo de 41,1%). 

A operadora também avançou na cobertura. A companhia totalizou 10,5 milhões de casas passadas (HPs) no trimestre, um aumento de 87%. Em cima disso, foram 2,339 milhões de casas conectadas com fibra, um aumento de 163,1%. A Oi diz que o patamar é superior ao esperado no plano estratégico de 2019 para o final de 2021. As taxas de ocupação (take up rate, ou taxa de conversão de HPs em contratos) já alcança 25% entre as HPs com mais de um ano de instalação. 

Dentro das operações descontinuadas, a base móvel aumentou 5,2% no período, totalizando 38,564 milhões de chips. Já a TV DTH caiu 13,3% e ficou em 1,146 milhão de unidades geradoras de receita.

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