Instituto Escola Conectada, da Datora, espera buscar recursos públicos

A Datora, empresa que atua no mercado de telecomunicações como uma operadora de telefonia MVNO (virtual), criou em agosto do ano passado o Instituto Escola Conectada, que implementa conexões em escolas públicas em um modelo de parceria envolvendo somente atores privados. No Seminário Educação Conectada, organizado pelo TELETIME nesta terça-feira, 12, Tomas Fuchs, presidente da operadora, explicou que a proposta da entidade é a de se colocar como interlocutor entre os pequenos e médios provedores e as escolas públicas. Mas afirmou que há intenção de também buscar recursos públicos para o projeto.

O diretor da Datora também ressaltou que, apesar da iniciativa atualmente ser executada por parceiros privados, não se descarta a busca de outros meios. "Esperamos ter a capacidade de pedir recursos públicos para poder conectar a escola rural. Também estamos buscando financiadores para esse tipo de projeto", disse.

O modelo envolve a busca de parceiros para investir nas conexões de escolas públicas. "Hoje nesse modelo, temos 40 escolas conectadas; 93 em processo de conexão e 328 em análises para serem conectadas. Tomamos a decisão de fazer isso sozinhos, sem governos. Hoje temos 133 escolas, que atendem 100 mil alunos", explicou Fuchs no Seminário.

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Conectar não apenas escolas

Na avaliação de Márcio Couto Lino, diretor de ESG da TIM Brasil, a pandemia mostrou que é importante pensar não apenas a conexão das escolas, mas em todos os envolvidos na educação. Isso significa desenvolver políticas que conectem também o professor e os estudantes.

"Por isso, é preciso pensar isso como um ecossistema. Acho que saímos um pouco do papel de infraestrutura de serviços para pensar isso dentro de um ecossistema. Não é apenas universalizar a conectividade, mas pensar também em modelos híbridos, que valorizem todos os atores envolvidos nesse processo", explicou Lino.

Formação de mão-de-obra

A Huawei, gigante chinesa no fornecimento de equipamentos de infraestrutura para o setor de telecomunicações, também participou do seminário e destacou que é preciso pensar na formação de mão-de-obra para o setor. Bruno Zitnick, diretor de assuntos institucionais e governamentais da Huawei, explicou o programa da empresa que foca em formar pessoas para atuarem no mercado. "Nos baseamos em relatórios, que mostram um gap de 250 mil pessoas capacitadas no mercado de TIC. A demanda do setor é muito maior que a formação de pessoas aptas para atuar", disse o representante da empresa. Zitnick declarou ainda que a empresa chinesa possui laboratórios para formar especialistas em FTTH, o que permite criação de mão-de-obra para a tecnologia de fibra ótica.

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