Anatel permite que Vivendi participe societariamente da Telecom Italia e da Vivo

A anuência prévia para a troca de ações entre a Telefónica e a Vivendi, como parte do acerto para a compra da GVT, foi aprovada nesta quinta-feira, 12, pela Anatel. No final da operação, a Vivendi deterá 11,3% das ações preferenciais da Telefônica Brasil e 8,3% do capital votante da Telecom Italia. A operadora espanhola ainda deterá 6,4% da prestadora italiana e, por isso, continua com as restrições impostas pela agência, de renuncias de todos os seus direitos políticos junto à controladora da TIM.

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À Vivendi, que passará a ser a maior acionista individual de Telecom Italia, que controla a TIM no Brasil, e terá participação na operadora espanhola, mesmo que sem direito a voto, foi prevista a restrição mais branda. Segundo o relator, Marcelo Bechara, a empresa francesa será obrigada a sair da Telefônica pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), como condição para que o órgão antitruste aprove a compra. Caso isso não ocorra, a empresa francesa passará a ter participação societária em duas operadoras no Brasil.

Pelo processo aprovado, a Vivendi fica com o direito de indicação de membro ao conselho de administração na Telefónica suspenso. A empresa francesa também fica proibida de aumentar sua posição na Telefônica e será obrigada a apresentar informações trimestrais nesse sentido.

A operação de compra da GVT pela Telefônica foi aprovada pela agência em dezembro do ano passado. A operação custou 7,4 bilhões de euros.

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