TIM vê 'nova mentalidade' para compartilhamento de infraestrutura

Na visão da TIM, o mercado brasileiro de telecomunicações está entrando em uma "nova fase" de racionalidade e cooperação para compartilhamento de infraestrutura. Após firmar um acordo do gênero com a Vivo para as tecnologias 2G, 3G e 4G, a empresa espera que outros players sejam envolvidos em novas tratativas.

"Começamos com um [dos concorrentes] e mostramos que estamos mais disponíveis para novos acordos", afirmou o CEO da TIM, Pietro Labriola, em teleconferência sobre os resultados do quarto trimestre de 2019 realizada nesta quarta-feira, 12. O executivo, contudo, lembrou que o tema é complexo e que "já houve outras tentativas de colocar todos os players na mesa", mas sem sucesso.

Ainda assim, a empresa vê agora um cenário mais favorável para acordos do gênero. Com a pressão de investimentos exercida pelo 4G e pelo 5G, o setor estaria entrando em "uma nova fase de racionalidade na qual as empresas seguirão competindo, mas também cooperando com os outros players".

No caso do acordo com a Vivo, a meta principal é justamente permitir uma alocação mais eficiente de recursos, tendo em vista a tecnologia de quinta geração. De acordo com o diretor financeiro da TIM, Adrian Calaza, a parceria (que ainda precisa ser aprovada pela Anatel e pelo Cade) não deve gerar redução significativa no opex da companhia. O impacto positivo, avalia ele, seria sobretudo no capex futuro. "Assim, teremos mais espaço para focar em novas camadas, como o 5G", afirmou. Vale lembrar que a TIM também possui acordos de RAN sharing com a Oi.

Mercado

Além da infraestrutura, Labriola também avalia que a postura comercial do setor tenha se tornado mais madura ao longo de 2019; no começo do ano, o executivo chegou a reclamar da guerra de preços acirrada por ofertar agressivas. "Vimos um ambiente competitivo mais racional no segundo semestre", afirmou.

Como resultado, a empresa observou uma na rentabilidade dos dois segmentos (pré e pós) durante a segunda metade do ano. Ainda de acordo com o CEO da TIM, o início da consolidação do setor (iniciada pela operação Claro/Nextel) e a recuperação da economia também foram fatores positivos para a cadeia.

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