América Móvil diz estar "dentro do processo" de possível aquisição da Oi Móvel

Foto: Pixabay

A incorporação da Nextel ainda está para mostrar sinergias, mas o grupo América Móvil já mostra interesse em outra consolidação: a Oi Móvel. O CEO do grupo mexicano, Daniel Hajj, disse nesta quarta-feira, 12, que a empresa está "dentro do processo" de aquisição da operação brasileira da concorrente, embora não tenha dado detalhes se isso é parte de alguma conversa conjunta com outros players ou se a companhia apenas pretende atuar sozinha na fusão. 

"Estamos abertos para ver os ativos da Oi. Estamos interessados em checar, e estamos dentro desse processo", declarou. Não é a primeira vez que o executivo menciona o interesse na Oi, mas no último trimestre, ele não havia confirmado tratativas oficiais. Nesta quarta-feira, Hajj afirmou diversas vezes que a empresa está aberta à possibilidade, e que está "dentro do processo". Um pouco antes, também nesta quarta, a TIM declarou interesse semelhante na consolidação com a Oi.

Enquanto nada de oficial ocorre neste campo, o processo de integração da Nextel está começando. Daniel Hajj afirma que a empresa tem uma "boa base", especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, e "boas frequências". "Vamos começar a consolidação de todas as redes, então escolheremos as melhores partes da rede e faremos a sinergia. Vai levar de seis meses a um ano, mas temos um plano específico", afirma. 

A expectativa da América Móvil é que, com as sinergias da Nextel e com medidas de eficiência operacional (como transformação digital e corte de custos na frente comercial), a operação brasileira consiga ter um aumento de 100 pontos base financeiros neste ano, o que equivale a um aumento de 10%. "Depende muito em como o mercado vai estar, mas o alvo é aumentar 100 pontos base no mercado", disse Hajj. "O Brasil está no embalo hoje, e acho que podemos ter esse ritmo por todo este ano."

Capex e 5G

A América Móvil estima em cerca de US$ 425 milhões o investimento que terá com novos leilões, sobretudo na licitação do 5G no Brasil, caso ocorra ainda este ano. Isso porque o grupo que controla a Claro Brasil entende que haveria uma flutuação de "mais ou menos" 5% no Capex estimado de US$ 8,5 bilhões para 2020. "Não sei se no Brasil vão leiloar espectro neste ano, mas em outros países não sabemos se vai ter grandes gastos em espectro", declarou o CEO Daniel Hajj. 

"No Brasil ainda não sabemos quando vai ser o leilão, mas estamos trabalhando em todas as redes, em virtualização, e estamos preparando o espectro para estar prontos para o lançamento do 5G", explicou. Ele cita também como uma etapa intermediária a implantação da tecnologia LTE-Advanced Pro, cujo nome comercial na Claro é 4,5G. 

Em geral, o nível de Capex da empresa mexicana não será diferente nos próximos anos, "mesmo fazendo 5G em alguns países", e será também focado em fibra no México, na Colômbia e no Brasil. A AMX lançou há duas semanas o 5G na Áustria, e planeja lançar até no final do ano no México. "Vamos fazer isso na América Latina no segundo semestre do ano, dependendo de onde temos espectro e onde vamos avançar para colocar as coisas que precisamos para lançar o 5G", declarou Hajj.

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